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Tertúlia dos combatentes com casa cheia na Covilhã

Os relógios ainda não marcavam as 12 e 15 e já no átrio do restaurante se aglomeravam dezenas de “camaradas”. A espera fazia-se com expectativa, as inscrições, na hora. Entretanto ia-se pondo a conversa em dia. O frio que se fazia sentir não parecia ser suficiente para afastar aquelas pessoas que com sorrisos e abraços iam brindando à vida. O almoço, marcado para a uma hora da tarde do passado dia 14 de dezembro, não foi mais que um pretexto para juntar à mesa os rostos amigos de tempos transatos que rompem até aos dias de hoje.

“Temos aqui ex-combatentes da Covilhã, Fundão, Tortosendo, Dominguizo, Vales do Rio… Muitos vêm também desta zona do Teixoso, Orjais, Vale Formoso. Enfim, do concelho todo, da região toda. Por norma vêm sempre à volta de cem pessoas, mas hoje é diferente, como se trata de um almoço de natal, os habituais participantes trazem as esposas e isso altera um pouco o número”, adianta-nos orgulhoso, João Cruz Azevedo, um dos responsáveis pela organização desta tertúlia e presidente da direção do Núcleo da Covilhã da Liga dos Combatentes.

Nestes encontros reveem-se antigos companheiros de armas, avivam-se memórias e dá-se conta do dia-a-dia que é hoje bem mais pacificador que em tempos anteriores. Uns já não se viam há algum tempo, outros juntam-se com a regularidade dos encontros que se vão fazendo mensalmente, desde há seis anos, sem interrupção, sempre com considerável representatividade. “Antes de começarmos a organizar esta tertúlia de ex-combatentes – que não tem nada a ver com a Liga dos Combatentes – muitos camaradas que estão aqui não se viam, e é gratificante reavivar memórias e amizades que as pessoas tinham e que não queremos deixar perder”, completa João Azevedo.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Pedro Santos