InícioSociedadeSeca já “varreu” os pastos e agora compromete a azeitona

Seca já “varreu” os pastos e agora compromete a azeitona

Florência Nogueira e Luís Santos acordam todos os dias com a mesma preocupação na cabeça. Moram na Quinta Visconde do Alcaide, perto da Mata da Rainha e, mal saem da cama, a primeira coisa que fazem é levantar os olhos para o céu na esperança de vislumbrar sinais de chuva.

As reservas de água estão a esgotar-se nas charcas que o casal tem construído para contornar a falta de regadio e a seca é uma preocupação permanente. Para este casal, que possui uma exploração agropecuária com1.225 animais, e para todos os outros agricultores que dependem da chuva para ter rendimento.

São necessárias medidas que minimizem os graves prejuízos da seca onde não há água para regar. A deputada Paula Santos, do PCP, questionou recentemente o ministro da Agricultura sobre o reclamado alargamento do Regadio para o lado sul da Gardunha, mas a resposta não trouxe nada de novo: “Oalargamento da área de regadio para a Gardunha Sul está elencado numa lista de regadios que potencialmente poderão ser candidatados ao Programa Nacional de Regadios”, que ainda não está regulamentado.

Enquanto se espera, a seca vai afetando severamente toda a produção agrícola. Já secaram pastos, minguaram nascentes e muitas charcas já não têmpinga de água. Sem chuva, não se renovaram as pastagens e o setor agropecuário é o mais afetado.

Leia todo o artigo na edição impressa do JF.

Lúcia Reis