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Reflorestar a Gardunha vai custar sete milhões

Reflorestar a área ardida da Gardunha no concelho do Fundão poderá custar entre seis a sete milhões de euros. O valor integra um levantamento realizado pela Câmara e foi revelado pelo presidente da autarquia, Paulo Fernandes, durante a última Assembleia Municipal, realizada quinta-feira.
Os cálculos apontam para que prejuízos dos fogos no concelho ultrapassem os 12 milhões de euros, na soma do público e do privado. Ao nível da prevenção conclui que para se criarem faixas de proteção 100 metros à volta das aldeias de todo o concelho terá de se intervir em cerca de 1.600 hectares, o que implicará um custo de um milhão e trezentos mil euros. A autarquia assume que terá dar prioridade a algumas zonas, mas mesmo assim, no curto prazo, esta medida exigirá, no mínimo, uma verba de cerca de 400 mil euros.
Sublinhando que a Câmara realizará todos as candidaturas possíveis, Paulo Fernandes admitiu que repor todo o capital perdido será uma tarefa exigente e que se prolongará pelos próximos anos.
Ainda assim, frisou, que a autarquia já estabeleceu políticas e estratégias que estão patentes no Orçamento, entre as quais a criação do Fundo Florestal de Arrendamento para os Terrenos da Gardunha, do qual o JF já tinha dado notícia na última edição.
Na resposta imediata enquadram-se as inúmeras ações contra a erosão dos solos ou a criação do Fundo de Apoio aos Pequenos Agricultores, que não foram incluídos nos apoios estatais.
Uma estratégia que vai de encontro à recomendação que também foi aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal e que visa a criação de um grupo de trabalho que promova a antecipação da aplicação do “Estatuto para a Pequena Agricultura Familiar”. Apresentada por João Leitão (PSD), a recomendação propõe que este grupo envolva representantes das forças partidárias, presidentes de juntas de freguesia e independentes eleitos neste órgão.
Catarina Canotilho