InícioSociedadeProibida a caça em 20 concelhos da Beira Interior

Proibida a caça em 20 concelhos da Beira Interior

Devido aos incêndios, é proibido caçar até 31 de maio de 2018 nas zonas ardidas e faixas de proteção em 20 dos 25 concelhos dos distritos de Castelo Branco e da Guarda.

A proibição resulta de uma portaria, que pode ler na íntegra neste endereço. A proibição engloba as zonas mais devastadas pelos incêndios, impedindo a caça ao coelho, à lebre, à perdiz e à codorniz, num total de 94 concelhos nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém, Setúbal, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Na Beira Interior são 20 os concelhos com sinal vermelho para caçadores. Oito no distrito de Castelo Branco e outros doze no distrito da Guarda.

No distrito de Castelo Branco, não é permitido caçar nos concelhos de Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei  e Vila Velha de Ródão, em virtude de nestes oito concelhos os incêndios terem destruído mais de mil hectares de área.

Nos restantes três concelhos do distrito (Belmonte, Idanha-a-Nova e Penamacor) a caça às espécies migradoras é também limitada a dois dias da semana em vez de três dias. Dias que caberá às associações de caçadores indicar, por escrito, ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Já no distrito da Guarda, é proibido caçar nos concelhos de Aguiar da Beira, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Pinhel, Sabugal, Seia, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa. Apenas em Manteigas e na Mêda  é permitido caçar dois dias por semana.

Nos concelhos com mais de mil hectares de área ardida, a caça é proibida a todas as espécies cinegéticas, bem como numa faixa de proteção de 250 metros em torno dessas áreas devastadas. A proibição pretende proteger espécies cinegéticas como o coelho bravo, a lebre, a perdiz ou a codorniz e está regulada pela portaria 333-A, de 3 de novembro.

Lúcia Reis