InícioSociedadeProblemas do Interior não se resolvem com “mezinhas”

Problemas do Interior não se resolvem com “mezinhas”

Álvaro Amaro, um dos proponentes do recém-criado Movimento pelo Interior (MPI), afirmou terça-feira, na Covilhã, que o movimento “não é uma causa do Interior mas sim nacional” que aponta para o emprego, que “começou com sete pessoas” e espera que “termine com sete milhões”.

O atual presidente da Câmara da Guarda que falava na segunda conferência do MPI, realizada na Faculdade de Ciências da Saúde da UBI perante cerca de uma centena de autarcas, empresários e académicos, sustentou que  “está verdadeiramente em causa, no centro de tudo isto, é o emprego. A palavra-chave é emprego. Quem é que o promove? As empresas, mas também o Estado e as instituições”.

O MPI, aberto a todas as personalidades e instituições, visa definir um conjunto de medidas políticas para que num prazo de 12 anos seja clara a reversão da situação que hoje se vive nos territórios do interior. Aponta para a apresentação, num prazo de seis meses, de um caderno reivindicativo com seis propostas “radicais” que façam a discriminação positiva do interior. Álvaro Amaro lembrou que os três eixos definidos pelo MPI são as políticas de Ordenamento do Território, Fiscal e da Educação, coordenadas por Miguel Cadilhe, Jorge Coelho e Pedro Lourtie.

Na conferência da Covilhã, moderada pelo jornalista Manuel Carvalho, foram oradores convidados António Fidalgo, Reitor da UBI, João Logrado, presidente do Conselho de Administração da OLANO, da Guarda; e José Reis, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra que disse concordar com os três pilares definidos pelo MPI e a aplicação de medidas radicais para “alterar a situação a que o país chegou: Isto não vai lá com mezinhas”, realçou.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Romão Vieira