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Plataforma diz que está na hora do Governo agir

Sem promessas. Foi desta forma que os representantes da Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scuts na A23 e A25 voltaram da reunião com o ministro Adjunto, Pedro Siza Viera. Em cima da mesa esteve a reivindicação pela abolição nas portagens e desta vez o governante até reconheceu que as portagens são um problema para o Interior, mas na hora da despedida faltou o compromisso; situação que obriga a manter a luta. No próximo mês unem-se forças num fórum regional.

“O Governo reconhece que as portagens são um problema para o Interior, mas não tem uma solução para o problema e é isso que lamentamos mais uma vez”, afirmou Luís Veiga, do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior, que é uma das sete entidades integram a Plataforma. Luís Veiga dava assim conta das conta das conclusões da reunião que decorreu de forma “tranquila” e na qual o ministro até pediu contributos. A plataforma não enjeita essa possibilidade desde que, pelo menos, se avance com uma calendarização de reduções a implementar até chegar à abolição.

“O Governo não pode passar o tempo a estudar. Agora é tempo de tomar decisões para não chumbar por tanto estudo. Admitimos que haja um plano e até que se atue por fases, mas é preciso passar das palavras aos atos”, reiterou Luís Garra, da União de Sindicatos de Castelo Branco.

Uma ideia partilhada por Marco Gabriel, da Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, que lamentou que os pressupostos iniciais da luta pelo fim das portagens ainda se mantenham:“É preciso traduzir o discurso em ações concretas. Importa avançar”.

Salientando que o “descontentamento é geral e viral”, os representantes da Plataforma esperam que o Governo anuncie medidas rapidamente e sem prejuízo de outras ações que possam ser adotadas em defesa do Interior.

Para estes responsáveis, o ideal seria que as decisões fossem adotadas até 6 de março, dia em que será realizado um fórum alargado de debate no qual estarão entidades, autarcas, empresários e forças vivas da região, de modo a mostrar ao Governo a unanimidade da Beira Interior contra as portagens.
Uma revindicação que os representantes da Plataforma esperam que também seja partilhada pelo Presidente da República, a quem apelaram para que se faça ouvir relativamente a este assunto.
Esta Plataforma de entendimento integra Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

Catarina Canotilho