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Olhar para 2018 através dos sonhos dos jovens

O ano de 2018 já começou. A partir de agora mais 365 dias virão e com eles novos desafios e oportunidades para fazer diferente, fazer melhor, fazer mais. O JF foi ao encontro de jovens em início de vida. Jovens com idades entre os 25 e os 26 anos. À conversa com alguns deles, fez-se um balanço do ano que passou e procurou-se antever o que este próximo ano trará para as suas vidas.

O ano de 2017, à imagem de anos anteriores, foi um ano de mudança, de revelações e de acontecimentos que definiram a história e moldaram o nosso país, a nossa região. Mas parece haver factos que nunca mudam – pelo menos para melhor. Segundo dados do portal Pordata, no Interior continua a travar-se uma luta demográfica cada vez mais desigual. No que ao Índice de Envelhecimento diz respeito, havia no Fundão, em 2016, 246,5 de idosos por 100 jovens, na Covilhã 226,9, em Belmonte 243,6, cabendo a  Castelo Branco e Guarda os índices mais positivos, com 199,1 e 177,9 respetivamente.

Na população residente também não têm havido melhorias significativas, se não mesmo uma quebra acentuada dos números. Se em 2015 no Fundão residiam 27.813 pessoas, em 2016 o número era de 27.535. A Covilhã passou de 48.964 residentes para 48.463, e assim respetivamente nos outros municípios das Beiras. No entanto, estes números negativos não parecem alarmar os jovens ou pelo menos parte deles. Vão continuando as suas vidas, combatendo e aspirando sempre mais e melhor. Têm esse direito e esse dever.

Uns no estrangeiro, outros espalhados pelo país, os jovens da região estão otimistas e têm planos concretos para 2018.

Micael Sá, nasceu em Évora mas reside na Covilhã há 25 anos. Tem 26 anos. É licenciado em Sociologia pela UBI e encontra-se a terminar o mestrado em Jornalismo na mesma instituição, trabalha num call center como operador de apoio técnico a “full-time”. Espera para 2018 um ano bem melhor que 2017 não só em termos pessoais como no campo profissional: “Espero alcançar um dito sonho que me persegue há largos anos, conseguir tirar uma formação na área de fotojornalismo, no Porto. Que espero, que num futuro próximo, me ajude abrir portas na área.”

Colega de licenciatura de Micael Sá, Maria Rodrigues é natural do Tortosendo, frequenta mestrado em Exclusões e Políticas Sociais na UBI. Tem 25 anos e espera “que o novo ano seja um ano cheio de desafios e conquistas junto daqueles que mais nos apoiam. Será mais um ano com a oportunidade de alcançarmos momentos de felicidade.” Este ano marcará o inicio da sua vida profissional. Vai começar  a trabalhar na sua área de formação (Sociologia), no Fundão. Questionada sobre a ideia de sair do Interior para alcançar novas metas pessoais e profissionais, adianta: “A ideia de sair do Interior é algo que nunca me passou pela cabeça e agora com o inicio da minha vida profissional muito menos. No futuro espero continuar a poder exercer a minha profissão aqui.”

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Pedro Santos