InícioSociedadeMais de 90 por cento querem viver a velhice em casa

Mais de 90 por cento querem viver a velhice em casa

Viver a velhice em casa. Esta é a grande expectativa das pessoas que estão a envelhecer no eixo Guarda, Castelo Branco e Portalegre. A conclusão está patente um estudo que está a ser levado a cabo no âmbito Unidade de Investigação Interdisciplinar Comunidades Envelhecidas Funcionais (Age.Comm) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).

O trabalho de uma vasta equipa ‑ coordenada pela professora e investigadora Maria João Guardado Moreira ‑ tem como objetivo traçar o perfil do envelhecimento no interior de Portugal, caracterizando as pessoas por três grupos etários (55-64, 65-79 e mais de 80 anos), bem como as suas expectativas e necessidades. A amostra centrou-se em inquéritos feitos a 480 pessoas e as respostas já permitem tirar conclusões, nomeadamente que quase todos querem envelhecer em casa, independentemente da idade ou do meio onde vivem.

“Quando lhes perguntamos onde querem residir no futuro, mais de 90% das pessoas disseram que querem viver em casa; ou com as condições atuais, ou com algumas alterações ou com apoio domiciliário. A opção ‘viver numa instituição’, só foi escolhida por 3,2 por cento dos indivíduos e em meio urbano”, especificou Maria João Guardado Moreira, ressalvando que, apesar disso, são muitos os que apontam a existência de lares como uma necessidade, mas para dar resposta a outros. Por outro lado, a preocupação relativa ao acesso à saúde é transversal.

Toda a reportagem na edição impressa do JF, amanhã nas bancas.

Catarina Canotilho