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Idanha vai criar o Instituto do Mundo Rural

“Para produzir riqueza no mundo rural tenho de ter serviços e de qualidade: boas escolas, creches, hospitais. Se não for assim, como é que convenço alguém a mudar-se para o Interior se não lhe consigo proporcionar os serviços que, também ali, lhe permitam ter uma vida de qualidade?”. A constatação parte do economista Augusto Mateus, coordenador do estudo sobre o mundo rural, feito a pedido da Câmara de Idanha-a-Nova, da Federação Portuguesa de Turismo Rural em colaboração com a Naturtejo, Empresa de Turismo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses. Apresentado na Casa do Concelho de Idanha-a-Nova o estudo sobre “O Mundo Rural e o Desenvolvimento Económico e Social de Portugal: Uma agenda para 2014-2020”, recomenda o reforço da autonomia dos municípios e das finanças locais.

Augusto Mateus defende a disponibilidade dos serviços à população em articulação com “formas racionais de descentralização do Estado”.

O economista diz que é necessário “materializar uma efetiva compensação dos territórios do mundo rural pelos bens e serviços ecológicos produzidos”, isto é, que hajam “transferências financeiras positivas e não meramente compensatórias dos atrasos e dificuldades”.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Célia Domingues