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Governo mantém proibição de fazer queimadas

O Governo prolongou até 23 de novembro o período crítico de incêndios, que prevê a proibição de lançar foguetes e fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais devido às condições meteorológicas.

Isto acontece num dia em que foram detetadas pela Proteção Civil milhares de queimadas em todo o país e uma delas provocou um incêndio do qual resultou mais um morto, um homem com cerca de 70 anos, em Mangualde.

“Após nova avaliação das condições meteorológicas, o Governo voltou a prorrogar o período crítico de incêndio, tendo em conta a provável ausência de precipitação significativa”, refere uma nota publicada no portal do Governo, que cita um despacho do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas.

Na Beira Interior, as previsões meteorológicas do especialista Vítor Baía para a próxima semana apontam para temperaturas máximas a rondar os 20 graus na Cova da Beira e em Castelo Branco e de 15 graus para a zona da Guarda, céu limpo e vento fraco.

O despacho, que foi publicado em Diário da República, adianta que se trata de uma circunstância que “promove a manutenção dos índices de perigo de incêndio em valores superiores aos típicos para a presente altura do ano”.

Nesse sentido, nos espaços agrícolas e florestais continua a ser proibido fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimadas e lançar foguetes e balões de mecha acesa, além de fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas, e fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não tenham extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Esta é a quarta vez que o Governo prolonga o período crítico de incêndios, que inicialmente estava previsto para terminar a 30 de setembro.