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A festa que quer dar a mão aos pastores

(c) Pedro Martins/Global Imagens

Um Festival Gastronómico da Chanfana e a pretensão de ultrapassar a centena de participantes do ano passado no Desfile dos Chocalhos são as duas maiores novidades da segunda edição do “Pastores – Historia e Tradição de um Povo”, festa da pastorícia que a Sociedade Recreativa Cortense organiza de 6 a 8 de outubro em Cortes do Meio, Covilhã.

Apesar das dificuldades por que estão a passar os pastores, a festa não vai deixar de se fazer enquanto homenagem aos costumes e tradições de um povo.

A seca e os incêndios reduziram este ano o pasto ao mínimo. Quando a temperatura baixar, os pastores da zona de Cortes do Meio terão de descer com os seus rebanhos a encosta da Serra da Estrela para regressar à freguesia, onde os incêndios deixaram um rasto de destruição. Por forma a comprar forragens para alimentação do gado nos meses de inverno, a organização faz da segunda edição dos “Pastores – História e Tradição de um Povo” uma iniciativa de cariz solidária. Metade do valor na participação no Desfile dos Chocalhos reverte para os pastores.

Também o valor da inscrição na caminha solidária, no domingo de manhã, no valor de seis euros, vai inteiramente para a compra de forragens. “Na entrada do recinto, onde funcionará o secretariado, teremos também um mealheiro identificado para que as pessoas possam dar o que puderem com o mesmo fim de ajudar os pastores que estão a passar por uma fase muito complicada”, complementa Alexandre Barata, presidente da direção da Sociedade Recreativa Cortense. 

O mesmo responsável garante a presença de um maior número de tasquinhas pelo que o certame vai ocupar mais ruas. “Teremos mais de duas dezenas de expositores espalhados pela zona mais antiga da aldeia”, indica Alexandre Barata.

A animação ao longo dos três dias está garantida pelos Fados da Beira, pelos Toca a Bombar de Cantar Galo, pelo Chibatas, pelas concertinas de Tiago e Toni, pela Filarmónica Recreativa Cortense, pela Banda Filarmónica do Paul, pelos Bombos do Castelejo, pela Gaita Vadia, pelos Bombos da Bouça, pela tuna “Orquestra Académica Já b’Ubi e Tokuskopus”, pelo Grupo de Bombos Eradense e do Telhado e pelo Rancho Eradense.

Célia Domingues