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Espalhar sementes na Gardunha para evitar erosão

A aparente inevitabilidade dos incêndios e a chuva ou a falta dela resultaram na erosão de grande parte dos solos da Serra da Gardunha. Um processo natural de desagregação, decomposição, transporte e deposição de materiais de rochas e solos que agem sobre a superfície da terra. Que se reflete em perda de solos férteis, poluição da água, assoreamento dos cursos de água e reservatórios, degradação e redução da produtividade global dos ecossistemas terrestres e aquáticos. Este processo, como em outros de cariz ambiental, pode ser acelerado pela ação humana.

Também os solos têm de ser planeados e ornamentados, e foi um pouco de isso que se procurou fazer no domingo passado, dia 7 de janeiro, em Alpedrinha, numa ação que se estendeu a segunda-feira, entre membros da comunidade.

Cerca de quarenta participantes estiveram na sementeira desta franja da Gardunha, numa ação que pretendeu ver invertidos os papeis nefastos da destruição. Espalhar sementes e procurar sustentar os solos da Gardunha. Pôr mãos à obra para reconstruir a Gardunha. Foram mote para esta iniciativa que, de acordo com David Caetano presidente dos Caminheiros da Gardunha, consistiu em “espalhar pelas encostas mais acentuadas da Serra da Gardunha – entre a Portela e Alpedrinha – sementes de ervas de ciclo curto” com “a ideia de arranjar forma de fixar o solo para minimizar o efeito da erosão”. Isto é conseguido através de desenvolvimento de vegetação.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Pedro Santos