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Comunidade Intermunicipal sem novo presidente

Até nova ordem, mantém-se tudo como estava. A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) deveria ter escolhido o próximo presidente na última terça-feira, mas a decisão foi adiada. Os autarcas consideraram que havia assuntos mais prementes para tratar – como a questão dos incêndios, da seca ou dos fundos comunitários – e decidiram esperar que a Assembleia Intermunicipal (constituída por elementos das Assembleias Municipais de cada concelho) esteja constituída para depois procederem à escolha o presidente de Câmara que ocupará o cargo de presidente da Comunidade Intermunicipal.

Olhando para o calendário e atendendo ao facto de que as próximas Assembleias Municipais só decorrerão em dezembro (normalmente nos últimos dias do ano), é fácil perceber que até 2018 não haverá novo presidente para a CIM.

Ainda assim, dizem os autarcas, tal não constitui problema nem implica vazio. Os autarcas também deliberaram que os atuais eleitos se mantêm em funções. Assim Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão, continua, temporariamente, a liderar os destinos desta comunidade, secundado na vice-presidência pelos presidentes das Câmaras de Gouveia e de Celorico da Beira, respetivamente Luís Tadeu e Carlos Ascensão.

De resto, os dois secretários executivos da CIM também foram “reconduzidos”, pelo menos até que se proceda a novas a um novo ato eleitoral. Continuarão a exercer funções na Guarda, que há quatro anos “conquistou” a sede, enquanto a Covilhã e o Fundão ficaram com a presidência partilhada, dois anos um, dois ano o outro.

Veja todo o artigo, que inclui o balanço dos últimos quatro anos, bem como o “jogo” de poder entre PS e PSD na edição impressa do JF.

Catarina Canotilho