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Centenas em protesto contra minas na Argemela

Centenas de pessoas juntaram-se hoje na localidade do Barco, na Covilhã, para protestar contra a exploração mineira na serra da Argemela, numa área que se estende também ao concelho do Fundão.

Na companhia de políticos de diferentes partidos, e entoando palavras de ordem como “Argemela é nossa e há de ser”, os manifestantes formaram um cordão humano, reiteraram argumentos contra a extração de minério naquela zona e mostraram-se muito preocupados com os efeitos nocivos que serão sentidos no ambiente e na vida das populações se for aprovado o projeto que está em avaliação.

“Estamos aqui para mostrar a nossa preocupação e para lembrarmos que temos de proteger a nossa Serra. Estamos a falar de uma exploração mineira a céu aberto, que estaria muito próxima de várias populações e que tem o Rio Zêzere à porta”, referiu Maria do Carmo Mendes, uma das organizadoras do protesto.

“Está em causa a destruição de cerca de 400 hectares da nossa serra”, referiu.

“Vão usar três mil quilos de explosivos por dia, agora imaginem o que isto será todas as manhãs”, acrescentou o presidente da Junta de Freguesia do Barco, Luís Morais.

Outros autarcas estiveram presentes, como o presidente da Câmara da Covilhã. Vítor Pereira garantiu que a autarquia está solidária com a população e que defenderá “intransigentemente” os seus interesses, mesmo que haja promessas da criação de riqueza e de postos de trabalho.

“Poderíamos ter aqui, eventualmente, 100 ou 200 postos de trabalho (…), mas isso compensa a perda de qualidade de vida, a contaminação das águas, a contaminação do ar, as explosões constantes que aqui vão existir?”, questionou.

“Não queremos uma Minas da Panasqueira II”, referiu, por seu turno, Carlos Jerónimo, adjunto do presidente da Câmara do Fundão.