Bombeiras: coragem e determinação no feminino
Filipe SanchesSociedade
Vestem a farda sem preconceito. São já 419 as mulheres bombeiras na região. Três operacionais contam ao JF as peripécias e os desafios do percurso
Inspiram coragem, levam no corpo a missão e na mente o auxílio. É cada vez mais visível, nas corporações, a existência de mulheres bombeiras. No distrito de Castelo Branco e segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), no final do ano de 2018, o número de mulheres no quadro ativo era de 166, um dado que deve estar agora ligeiramente acima, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Castelo Branco, José Neves. No distrito da Guarda, o número atual é de 253 mulheres.
Em Portugal, existem 30 mil bombeiros, dos quais 28 mil são voluntários. Destes, 23% são mulheres, que têm “tanta destreza ou mais do que alguns homens”, diz Jaime Marta Soares, presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP).
Soldados da paz no feminino, enfrentam os mesmos riscos que os homens e têm balneários, vestiários e camaratas próprias. “Não há diferença entre homens e mulheres. Tem havido um aumento de bombeiras, devido à desmistificação de que é uma profissão de homens. Há de facto uma alteração no pensamento”, refere José Neves.
Toda a reportagem na edição impressa do JF, amanhã nas bancas. Ou assine aqui.
Inês Miguel