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Quando o hospital vai até casa

Fernanda Carrilho, moradora em Aldeia de João Pires, Penamacor, está a preparar o almoço quando os preparativos da sopa são interrompidos pela visita do projeto “Saúde em Casa”, da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB). Esta é mais uma visita no domicílio do utente pelos cuidados de saúde primários, que pode ser isolado ou prolongado no tempo, como alternativa ao atendimento no ambulatório.

As duas enfermeiras e uma farmacêutica que faz a revisão da terapêutica são convidadas a entrar. Estão ali para avaliar o tratamento de António Oliveira, o marido que está a tomar banho. “Levanta-se muito tarde, é um preguiçoso. Eu bem digo que deve andar mais mas para ele isso é um sacrifício”, queixa-se a esposa, enquanto oferece um café à equipa de profissionais do Hospital Amato Lusitano (HAL) que neste dia visita dois doentes hemodialisados em Penamacor que estão a ser acompanhados por esta unidade hospitalar.

Agradecem o café mas explicam que estão ali para fazer algumas perguntas. Enquanto António Oliveira não vem do banho, Maria do Carmo Gonçalves, farmacêutica do hospital, solicita a medicação que este está a tomar. A esposa surge com um saco de plástico, com meia dúzia de caixas cuja toma sabe de cor. Não é de estranhar: há 17 anos que assume o papel de “cuidadora” do marido com uma série de patologias. É hemodialisado, hipertenso, insuficiente cardíaco.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Célia Domingues