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Hospital da Covilhã aplica a primeira prótese peniana

O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), sediado na Covilhã, anunciou hoje que foi realizado pela primeira vez naquela unidade hospitalar um implante de prótese peniana, um tratamento de última geração para homens com disfunção erétil.

O CHCB explica que o procedimento em causa foi realizado no dia 8 e que se trata de uma cirurgia para implantação de uma “prótese peniana insuflável de 3 componentes”, que se destina aos pacientes que não obtêm melhorias com as demais terapêuticas.

“O doente submetido a este procedimento tem 48 anos de idade e foi vítima de um acidente de viação grave, do qual resultaram várias fraturas da bacia, lesão do plexo lombossagrado (região lombar) e outras sequelas, das quais se destaca disfunção erétil de causa neurológica, que, apesar de todas as terapêuticas tentadas para reverter o quadro, não apresentou melhorias”, aponta a nota.

A informação esclarece que a cirurgia foi bem-sucedida e que o doente teve alta três dias após a cirurgia, sendo que no prazo de seis semanas “poderá usufruir em pleno de todas as potencialidades da prótese, recuperando, assim, grande parte da normalidade que subitamente havia perdido, e melhorando significativamente a sua qualidade de vida e o seu bem-estar pessoal”.

De acordo com a informação, a prótese em causa consiste numa das mais complexas e inovadoras existentes na atualidade, possuí garantia vitalícia e pelo facto de ser insuflável simula uma ereção natural, confortavelmente promovida pelo próprio utilizador.

“Desta forma, permite ao implantado a ativação da prótese, acionando a bomba colocada no escroto, acessível à manipulação e que transfere o soro do reservatório para os cilindros colocados no interior do pénis (corpos cavernosos) que ficam preenchidos e adquirem rigidez. Após a relação sexual, o doente desativa a prótese, mediante a compressão de um pequeno botão, o soro que se encontra nos cilindros faz o trajeto inverso para o reservatório e, desta forma, o pénis regressa ao estado de flacidez”.

À frente deste procedimento cirúrgico esteve uma equipa constituída por Pedro Vendeira, urologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodução (SPA) e o pelo urologista do CHCB e secretário-geral da SPA, Bruno Jorge Pereira.