InícioPolíticaA rota dos votos e da abstenção na Beira Interior

A rota dos votos e da abstenção na Beira Interior

Há muitos  eleitores que se abstêm de votar e mesmo nas Eleições Autárquicas, por princípio as mais participativas dado o grau de proximidade, o afastamento das urnas de voto é visível.
A nível nacional, 35,4 por cento dos eleitores abstiveram-se de votar em 1976. Em 2013 essa percentagem foi de 47, 4 por cento.

No distrito de Castelo Branco é, geralmente, nos maiores municípios que a abstenção mais tem complicado a vida aos partidos. Com excepção de Idanha-a-Nova, Penamacor ou Proença-a-Nova, onde a abstenção em 1993 e 2013 se manteve sensivelmente a mesma, em todos os restantes concelhos a distância percentual acentua-se.

Em Castelo Branco, os abstencionistas chegaram aos 36, 8 por cento para passarem a ser quase metade dos inscritos para votar em 2013. A abstenção na Covilhã nas Autárquicas de 2013 quase tocou nos 50 por cento (45 por cento precisamente).

“Com o meu voto não contam. Enquanto não houver freguesia o meu voto não é para ninguém”. A afirmação é de Jaime Agostinho, 78 anos, residente no Ourondo, localidade do concelho da Covilhã que nas últimas autárquicas registou apenas dez votos.

“Roubaram-nos a freguesia e a nossa identidade. Enquanto não nos devolverem o que nos tiraram, não me podem pedir o voto”, diz, culpando os políticos pelo facto de se ter tornado num abstencionista.

Veja toda a reportagem na edição impressa do JF.

Célia Domingues e Catarina Canotilho