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Comunidade Intermunicipal e sindicatos querem abolição

Depois de o Governo admitir algumas alterações nas portagens no Interior, a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) e a União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) vieram a público defender mais uma vez a abolição do pagamento.

“Se a consequência dessa possibilidade for a abolição, obviamente que vemos isso com bons olhos, até porque foi o que sempre pedimos, porque é aquilo que todos os agentes económicos da região têm estado a pedir ‘a gritos’ e também porque é aquilo que é efetivamente necessário para ajudar a região”, refere o presidente da CIM-BSE, Paulo Fernandes, explicando que seria o instrumento que “mais justiça” poderia fazer ao Interior, principalmente após o que aconteceu com a catástrofe dos incêndios deste ano e o “consequente aumento da pressão sentida ao nível do abandono e desertificação do território”.

Por outro lado, Paulo Fernandes reivindicou que, “se em causa estiver apenas uma redução, então que essa redução seja no mínimo de 50%, de modo a corresponder ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita da região, que é sensivelmente 50% inferior ao dos grandes centros urbanos.

“A direção da União dos Sindicatos de Castelo Branco/CGTP-IN vem, de forma muito clara e enérgica, reafirmar que a única solução aceitável e justa para o Interior do país e particularmente para a A23, A24 e A25 é a abolição das portagens”, referem os sindicatos em comunicado, dizendo até que não é aceitável que haja uma redução apenas para empresas de transportes de mercadorias: “Penalizaria gravemente as populações e trabalhadores que têm de se deslocar por motivos da sua vida pessoal, familiar e profissional, não tem em conta as micro, pequenas e médias empresas que não têm atividade de transportes e continuaria a ser um obstáculo ao desenvolvimento do turismo da nossa região, com consequência negativas para a indústria hoteleira e da restauração.”