GNR utiliza drone para vigiar pequenas “fronteiras” com Espanha
Filipe SanchesPolícia
A GNR está a utilizar ‘drones’ para vigiar a linha da fronteira entre Portugal e Espanha, que, devido ao Covid 19, está sujeita a controlo desde as 23:00 de segunda-feira.
O controlo das fronteiras terrestres está a ser feito em nove pontos de passagem autorizada, exclusivamente destinados ao transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais, sendo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a entidade responsável pelo controlo nestes locais.
Contudo, para além de Vilar Formoso, há uma série de locais no distrito da Guarda em que é possível passar de um país para o outro. Essas pequenas dez fronteiras foram encerradas pelos respetivos municípios de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida e Sabugal, mas a GNR está a utilizar um drone para vigiar esses locais.
“É uma fronteira que é porosa, pois tem 100 quilómetros [na área do distrito da Guarda, desde Barca d’Alva – Figueira de Castelo Rodrigo até Foios – Sabugal] e locais onde podem passar carros ligeiros”, segundo fonte do Comando Territorial da Guarda.
A fonte referiu hoje à Lusa que “apesar de existirem barreiras físicas” que impedem a circulação rodoviária entre os dois lados da fronteira, “é importante que haja um complemento de vigilância aérea”, também para permitir poupar “os meios humanos”.
Com o recurso aos ´drones’, comandados à distância, aquela força policial garante “uma fronteira mais segura e mais vigiada”.
A vigilância pelos aparelhos aéreos não tripulados, que hoje foi iniciada, pelas 15:00, na zona de Vilar Formoso, “numa área entre cinco a oito quilómetros em linha reta para cada lado”, vai passar a ser feita diariamente, segundo o capitão Amorim Rodrigues, comandante da companhia da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR.
O responsável indicou que os ‘drones’ vão ser utilizados para vigilância de toda a linha de fronteira terrestre com Espanha.
O ‘drone’ utilizado em Vilar Formoso, operado por dois elementos, não detetou qualquer situação anormal na área vigiada.
“O ‘drone’ retira as coordenadas GPS dos locais considerados como pontos sensíveis, o que faz com que, quando tivermos necessidade, os militares deslocam-se diretamente a esses pontos. Também permite fazer imagem diretamente para um posto de comando, em, caso de necessidade”, disse Amorim Rodrigues.
Aqui fica a lista de pequenas “fronteiras” no distrito da Guarda, que foram fechadas:
Sabugal
Batocas-Almedilha, Lajeosa da Raia-Navasfrías, Aldeia do Bispo-Navasfrías, Foios-Navasfrías e Aldeia da Ponte-La Alberguería de Argañán.
Almeida
Vale da Mula-Aldea del Obispo, São Pedro do Rio Seco-La Alameda de Gardón e antiga fronteira Vilar Formoso-Fuentes de Oñoro.
Figueira de Castelo Rodrigo
Barca D’Alva-La Fregeneda e Escarigo-Labouza