InícioGuarda“Combate” no distrito da Guarda reforçado com mais elementos

“Combate” no distrito da Guarda reforçado com mais elementos

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) no distrito da Guarda inclui este ano mais elementos devido à constituição de nove Equipas de Intervenção Permanente, disse hoje o Comandante Operacional Distrital.

“Houve o aumento de algumas equipas de sapadores florestais da responsabilidade da tutela, neste caso do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, mas o grande aumento ficou a dever-se à constituição de mais nove Equipas de Intervenção Permanente (EIP) nos corpos de bombeiros”, disse António Fonseca.

Segundo o Comandante Operacional Distrital (CODIS), existiam oito EIP no distrito da Guarda e este ano passaram a existir 17.

Por outro lado, o responsável aponta que se verifica um adicional nos meios disponíveis, por os três helicópteros sediados no distrito “serem guarnecidos com elementos do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS)” da GNR.

“Estes meios adicionam-se pelo facto de continuarmos com o mesmo efetivo da Força Especial de Bombeiros, que já tínhamos, e que era essa força que guarnecia os helicópteros. Entretanto, essa força vai constituir um grupo de ataque ampliado, que vai ficar estacionado no distrito”, explicou.

Segundo o CODIS, o dispositivo deste ano no distrito da Guarda conta com 598 homens, dos quais 322 bombeiros, e 140 veículos operacionais.

Verifica-se um aumento de mais 61 elementos do GIPS, de mais 45 bombeiros (devido à criação de nove EIP) e de mais cinco sapadores florestais (com a criação de mais uma equipa).

Ao nível dos meios aéreos disponíveis, o DECIR 2018 inclui três helicópteros estacionados nos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Mêda, Seia e Guarda, e dois aviões Canadair sediados no CMA de Seia, na Serra da Estrela.

António Fonseca referiu que o dispositivo “mantém a sua filosofia, no sentido de haver um despacho imediato, em caso de alerta para um incêndio, com vários meios, tanto helicópteros como equipas terrestres dos bombeiros e dos sapadores florestais, que podem ser depois apoiados, em caso de necessidade, por outros meios de ataque ampliado”.

O CODIS assegura que o distrito está preparado para o combate aos incêndios rurais: “Estamos preparados e, mesmo em termos de treino e de formação, temos tudo já montado”.

“Neste momento, estamos na fase de empenhamento máximo, que é o nível IV, antigamente designada por fase Charlie”, que vai decorrer até 30 de setembro, rematou o responsável.