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Quem quer ser padrinho de uma borrega Serra da Estrela?

A Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela (ANCOSE) lançou uma campanha para apadrinhamento de borregas Serra da Estrela, que vão ser recriadas para repor os rebanhos perdidos com os incêndios de 15 e 16 de outubro.

“Ajude-nos na recria destes animais”, apela a ANCOSE, referindo que os interessados poderão dar um nome ao animal apadrinhado e seguir o seu percurso desde a recria até ao rebanho de destino.

Qualquer pessoa pode fazer um donativo financeiro sem limite mínimo ou máximo (através da conta da Caixa Geral de Depósitos IBAN PT50 0035 0567 00021581730 42).

“Como houve uma perda significativa de ovinos, há a necessidade de repovoar outra vez a Serra da Estrela, recriando todos os animais que vierem a nascer agora, para que os valores sejam repostos”, explica o engenheiro agrónomo da ANCOSE, João Madanelo.

A associação está a montar um centro de recria de borregas Serra da Estrela, que deve estar pronto até ao final do ano para garantir o repovoamento desta raça de ovelhas, explanou.

Segundo João Madanelo, a recria não é atrativa para os produtores, que normalmente optam por vender a maior parte das borregas para carne, mantendo apenas as necessárias para substituir as ovelhas que já estão velhas ou doentes.

A criação das borregas até estarem prontas para produzir leite demora sete ou oito meses e pode custar “cerca de 200 euros”, sublinhou.

Neste momento, a ANCOSE já tem cerca de 100 borregas para recria, mas com o nascimento de muitas por esta altura o número deverá aumentar consideravelmente até janeiro ou fevereiro, acrescentou.

“Temos necessidade de recriar tudo o que for possível”, sublinhou, referindo que quem optar por apadrinhar está a contribuir para a preservação de uma ovelha autóctone, cuja “função se estende para lá da produção de alimento”.