Greve na empresa Resiestrela pode provocar acumulação de lixo
Filipe SanchesEconomia
Apesar dos responsáveis do sindicato garantirem que estão a ser cumpridos os serviços mínimos, é possível que em alguns locais da região se verifique acumulação de lixo, devido à greve de 48 horas dos trabalhadores da Resiestrela, sistema de gestão e valorização de resíduos sólidos urbanos que agrega 14 municípios dos distritos da Guarda e Castelo Branco.
Empresa e sindicato têm avaliações diferentes da greve, que se estende até sexta-feira.
“Neste momento, a adesão à greve [dos trabalhadores da Resiestrela] regista uma adesão de 98%. Dos 14 municípios nenhum descarregou resíduos na Resiestrela durante o dia de hoje”, explicou à agência Lusa, José Alberto, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).
O sindicalista adiantou que na base desta paralisação de 48 horas (hoje e sexta-feira) dos trabalhadores da Resiestrela está uma luta pela negociação de um acordo coletivo de trabalho, que inclua a progressão na carreira e melhores salários para os trabalhadores desta empresa do grupo EGF (Environment Global Facilities).
José Alberto explicou ainda que a proposta para o acordo coletivo de trabalho foi apresentada no dia 25 de setembro à Mota-Engil, proprietária da EGF, mas sem resposta até agora.
A adesão à greve na Resiestrela é de 50%, enquanto na Resinorte é de 39%, indicou, por sua vez, o grupo EGF, que junta as duas empresas de recolha seletiva de lixo que operam no Norte e no Centro interior do país.