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O futuro mais verde a partir de Idanha

As alterações climáticas, as pragas na agricultura, o avanço da tecnologia no apoio ao setor, o desperdício alimentar, a importância da economia circular, a dificuldade da colocação dos produtos biológicos na primeira escolha dos consumidores. Durante três dias algumas destas e outras questões problemáticas que dominam os fóruns mundiais sobre alimentação e a sustentabilidade do planeta estiveram em debate na segunda edição do i-Danha Food Lab, organizado pelo município de Idanha-a-Nova, o Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento e a Building Global Innovators (BGI), aceleradora do ISCTE-IUL e MIT Portugal, na Escola Superior de Gestão.

Aproveitando o encerramento do Web Summit em Lisboa, a organização trouxe a Idanha-a-Nova mais de 70 investidores, empresas, startups, empresários e empreendedores.

Uma das presenças mais carismáticas foi o empresário e ativista britânico Tristram Stuart, responsável pela criação da cerveja Toast, que usa o alimento como principal item de sua fórmula contra o desperdício de comida. “Não é possível dizer-se que temos de produzir mais comida para a população que está a crescer. Isso é errado! O desperdício alimentar  é o sintoma de um sistema alimentar mal concebido”, afirmou, defendendo ainda que o consumidor deve assumir mais “poder” nas suas escolhas, em detrimento “das empresas que vão interferir cada vez mais nas produções”.

Qual a razão dos produtos biológicos ter que apresentar um selo identificativo enquanto os demais produtos o dispensar? “Isto está tudo ao contrário”, observou Nuno Serra, da Unipartner II. O mesmo orador recordou um estudo que identificou a presença de 200 pesticidades no sangue em pessoas que vivem na cidade.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Célia Domingues