InícioDesportoCovilhã está atenta ao desempenho de Portugal em PeyongChang

Covilhã está atenta ao desempenho de Portugal em PeyongChang

Arthur Hanse e Kequyen Lam, os atletas nacionais

Os Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang’2018 têm sido acompanhados com especial atenção na Covilhã, cidade de três elementos da comitiva portuguesa.

Por estes dias, familiares, amigos e a comunidade ligada aos desportos de inverno têm estado atentos às novidades que chegam da Coreia do Sul, organizam-se para poderem acompanhar as provas, que em Portugal são transmitidas de madrugada, e procuram ultrapassar as nove horas de diferença horária para conseguirem estar em contacto com quem está em PyeongChang.

Pedro Farromba, o chefe de missão, Sérgio Figueiredo, o diretor técnico nacional, e Pedro Flávio, chefe de equipa, todos da Covilhã, já tinham estado em Sochi’2014. Agora voltam a entusiasmar quem acompanha à distância a competição onde estão os esquiadores Kequyen Lam e Arthur Hanse.

Esta manhã entrou em ação o primeiro atleta da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, sedeada na Covilhã. Kequyen Lam terminou a prova de Cross Country 15 km na 113.ª posição.

“Ver a nossa bandeira entrar num estádio como aqueles é uma sensação incrível. É muito bom ver Portugal neste patamar de competição. Além disso, ver que quem leva a bandeira são pessoas com quem estamos todos os dias, é uma sensação espetacular”, sublinha Lino Torgal, presidente do Clube Nacional de Montanhismo e amigo dos três covilhanenses.

João Fidalgo, um dos melhores amigos de Pedro Farromba, acompanha os Jogos Olímpicos de Inverno desde os anos 70, mas sublinha que “estes são mais especiais do que os outros”. “Enche-me de orgulho pelo Pedro e pelo que eles têm feito pelos desportos de inverno”, realça o empresário.

Amigo dos três, João Bernardo programou com a família os horários das provas dos portugueses. A estreia de Kequyen Lam foi acompanhada ao pequeno-almoço.

“Sabemos que estar ali resulta de um enorme trabalho e esforço para pôr isto em prática. As dores de cabeça que dá, especialmente ao Pedro. Não é nada fácil em termos federativos e pelo tempo que lhes tira à família”, vinca o advogado.

Lara Figueiredo, esposa do diretor técnico nacional, não pôde ver em direto a cerimónia de abertura, mas assistiu mais tarde, com o filho, de quatro anos, que se mostrou efusivo quando reconheceu o pai e a bandeira lusa. A gravação das provas de Arthur Hanse está agendada e os resumos diários são obrigatórios.

Por causa do fuso horário, as conversas com Sérgio Figueiredo acontecem a horas pouco habituais: “são à noite aqui, quando despertam lá, ou ao nosso pequeno-almoço”, contou.

A segurança, pela proximidade com a Coreia do Norte, foi inicialmente uma preocupação, atenuada com o aproximar da competição e com o entendimento entre os dois países. “Eles sentem muito controlo em todas as áreas onde entram, mas não mais do que em Sochi’2014. Estão tranquilos”, frisa Lara Figueiredo, que tem acabado por ver mais provas do que aquelas em que inicialmente tinha interesse.

Há quatro anos Pedro Flávio, numa queda em zona de treino, fraturou o fémur e teve de ser operado na Rússia. Desta vez o pai espera que tudo corra “com menos sobressaltos”. Todos os dias à noite tem falado com o antigo campeão nacional de esqui e os assuntos entre os dois entusiastas dos desportos de neve são sobre isso mesmo.