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Adufeiras de Monsanto atuam nas Nações Unidas

A convite do cônsul de Portugal em Newark, as Adufeiras de Monsanto estão por estes dias nos EUA para um conjunto de cinco espetáculos, entre hoje e domingo.

Juntando-se às celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o grupo atuará no edifício da Assembleia Geral das Nações Unidas, no New Jersey Performing Arts Center, em Bethlehem, no Sport Club Português e no Festival de Folclore de Newark.

As Adufeiras de Monsanto são um grupo cujo repertório se baseia no cancioneiro popular desta aldeia do concelho de Idanha-a-Nova (Beira Baixa). As suas atuações distinguem-se pela beleza dos seus trajes − réplicas de vestes antigas − e pela genuinidade dos cantares e do tocar do adufe − ainda hoje tocado apenas pelas mulheres −, constituindo representações das tradições milenares de Monsanto, que desde 1938 é conhecida por ser a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal e que integra a Rede das Aldeias Históricas de Portugal.

Atualmente composto por seis elementos, a formação original das Adufeiras de Monsanto nasceu em 1997 quando Amélia Mendonça e Laura Pedro foram desafiadas pela etnomusicóloga Salwa Castelo Branco e pelo encenador Ricardo Pais a reunir um grupo de mulheres monsantinas que integrasse o elenco do espectáculo Raízes Rurais, Paixões Urbanas (com direção cénica do próprio Ricardo Pais), que contou com a participação, entre outros, de Maria João e Mário Laginha, numa co-produção do Teatro Nacional de S. João, no Porto, e da Cité de la Musique, em Paris.

Desde então têm atuado em Portugal e no estrangeiro, participado em espetáculos e discos de grandes nomes da música Portuguesa e editaram dois CD nos quais registaram parte significativa do cancioneiro musical monsantino, para memória futura.