InícioCovilhãGreve dos enfermeiros acima dos 70 por cento

Greve dos enfermeiros acima dos 70 por cento

A greve dos enfermeiros, esta quinta-feira, teve uma adesão global superior a 70 por cento em todo o país, com impacto nos centros de saúde e nos serviços de consulta externa e bloco operatório dos hospitais, indicou o sindicato que convocou a paralisação.

De manhã, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que convocou a paralisação nacional que começou às 08:00 e termina às 24:00, reclamara “uma adesão extremamente elevada”, apontando números entre 70% e 90% em várias unidades de saúde.

Num balanço atualizado, a dirigente do SEP Guadalupe Simões disse à Lusa que a adesão global durante a tarde foi de 73%, afetando centros de saúde e serviços de consultas externas e bloco operatório de hospitais.

Também na região a greve se fez sentir. No Hospital da Covilhã, por exemplo, 79 por cento dos enfermeiros protestaram contra a ruptura dos serviços e pediram que se defenda o Serviço Nacional de Saúde, exigindo ainda ambientes de trabalho seguros, de acordo com o enfermeiro covilhanense Paulo Tourais.

“Dos 89 enfermeiros escalados, 70 aderiram à greve. Para além disso, foi feita uma concentração à frente do hospital, com a presença de 38 enfermeiros”, revelou Paulo Tourais ao JF.

A principal reivindicação dos enfermeiros é a contratação de mais pessoal para compensar a passagem do regime de 40 para 35 horas semanais de trabalho a partir de domingo e sem a qual há serviços que entrarão em rutura.

A partir de domingo, os enfermeiros com contrato individual de trabalho vão voltar às 35 horas semanais de trabalho em vez das 40 atuais, o que, segundo as contas do SEP, implica a contratação de cerca de 2.000 enfermeiros para compensar a redução de horas destes profissionais para manter tudo a funcionar.

No entanto, a dias desta mudança, continuam por confirmar as contratações pedidas pelas instituições, de acordo com o SEP, que alerta que, mesmo que se confirmem as contratações até ao fim da semana, “os profissionais vão começar a trabalhar sem períodos de integração” nos serviços.

Além disso, serão contratados de forma precária, com contratos a termo, apesar de irem desempenhar funções permanentes, critica o sindicato, que exige vínculos permanentes.