InícioCovilhãCerca de 68 por cento da Mata Nacional da Covilhã ardeu em três anos

Cerca de 68 por cento da Mata Nacional da Covilhã ardeu em três anos

(c) Filipe Sanches/JF

Cerca de 68 por cento da Mata Nacional da Covilhã ardeu em apenas três anos, sendo que grande parte dessa área integra o Parque Natural da Serra da Estrela, diz Rafael Neiva, técnico do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

De acordo com os dados deste responsável, em causa estão incêndios registados em 2013, 2015 e 2017, que, em conjunto, queimaram mais de 270 hectares dos 400 que compõem a referida mata nacional, ou seja, terrenos que são propriedade do Estado.

“Em 2013, arderam 126 hectares. Passados dois anos, em 2015, arderam cerca de 17 hectares e este ano foi mais um golpe muito grande, com cerca de 130 hectares [ardidos] na parte sul”, especificou.

Este responsável falava durante o fórum “Floresta, Somos Todos Nós, Agir Já! Alerta Sempre”, organizado por iniciativa da Câmara da Covilhã, concelho do distrito de Castelo Branco, que este ano também foi fortemente afetado pelos fogos.

Durante a intervenção, Rafael Neiva garantiu ainda que o ICNF já está a levar a cabo várias ações de intervenção, designadamente a nível das sementeiras e estabilização do solo, bem como trabalhos de limpeza dos leitos de cursos de água, limpeza de caminhos e conservação de taludes.

Presente na sessão de abertura, o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, também apontou a importância da floresta e defendeu ainda que a descentralização de competências para as florestas é desejável, mas frisou que deve ser acompanhada do respetivo pacote financeiro.

Além disso, o autarca também reiterou que é importante valorizar a rentabilidade relacionada com a floresta e agricultura e assumiu que as autarquias também têm um papel no que concerne à proteção contra incêndios.

Segundo os dados hoje apontados, este ano no concelho da Covilhã arderam mais de 6.500 hectares e os prejuízos ultrapassaram os sete milhões de euros: 4,3 milhões de euros registados pela Câmara, juntas de freguesia e outras entidades públicas e três milhões pelos privados.