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Baratas na cozinha do Hospital da Covilhã

O Bloco de Esquerda (BE) denunciou hoje a existência de baratas na cozinha e no refeitório do Hospital da Covilhã, situação que esta unidade hospitalar garante já ter sido ultrapassada após a realização de uma desinfestação.

Em comunicado, o Núcleo Concelhio da Covilhã do BE refere que “teve conhecimento de que no Hospital Pêro da Covilhã é frequente encontrarem-se baratas, nomeadamente na zona da cozinha, refeitório e carros de transporte de refeições para os serviços”.

De acordo com o BE, esta não será uma situação recente e levou mesmo ao encerramento da cozinha para trabalhos de higienização e desinfestação entre os dias 16 e 18 de fevereiro.

“No entanto, esta medida não foi eficaz, uma vez que, já após o encerramento, continuam a aparecer baratas no hospital”, garantem os bloquistas.

Lembrando que esta unidade hospitalar está acreditada pela Joint Commission International, o BE salienta que o hospital “não pode permitir que este tipo de situações se perpetuem no tempo” e defende que “deve ser feita uma intervenção séria”, já que está em causa preservar o bem-estar dos doentes que ali se deslocam.

Contactado pela agência Lusa, o Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) respondeu, em comunicado, e confirmou que “foi detetado o aparecimento deste tipo de insetos” e que foi imediatamente desencadeada uma resposta conjunta entre o CHCB e a empresa externa à qual está concessionada o espaço em causa.

“Assim, nos dias 16, 17 e 18 do passado mês de fevereiro tiveram lugar trabalhos de higienização e desinfestação nas zonas referenciadas, situação que levou inclusive ao encerramento do refeitório e cozinha do Hospital Pêro da Covilhã. As refeições em causa foram asseguradas, tendo sido confecionadas na cozinha do Hospital do Fundão, por forma a não prejudicar os doentes e o normal funcionamento dos serviços. A situação encontra-se atualmente ultrapassada”, refere a nota do CHCB.

O CHCB garante ainda que após a intervenção se mantém “a estreita vigilância e monitorização de todos os serviços de alimentação hospitalar”.

Por outro lado, ressalva que “os edifícios e habitações que comportam áreas especialmente quentes e húmidas, como é o caso das cozinhas, são alvos comuns e apetecíveis para o aparecimento de insetos como baratas” e sublinha que no CHCB é prática comum e que faz parte dos procedimentos “a apertada higienização e desinfeção destas áreas”.