InícioCastelo BrancoBateristas tentam recorde do “Guinness” e ajudam crianças sírias

Bateristas tentam recorde do “Guinness” e ajudam crianças sírias

Cinco bateristas, entre os quais o recordista Carlos Santos, de Castelo Branco, decidiram juntar-se com o duplo objetivo de baterem o recorde oficial do ‘Guinness’ e de angariarem fundos para apoiar as crianças sírias vítimas da guerra, foi hoje anunciado.

A iniciativa “Drum4Syria” junta no Fórum Castelo Branco, a partir das 11:00 de quarta-feira, cinco bateristas a tocarem em simultâneo e consecutivamente durante 100 horas, com um duplo objetivo de baterem o recorde oficial do “Guinness World Records” da mais longa maratona de bateria e de angariarem fundos para apoiar as crianças vítimas da guerra na Síria.

“Com o reconhecimento consolidado pela conquista do atual recorde [Guinness], contactei os restantes recordistas da modalidade e dois anos depois surge a possibilidade de juntos podermos ajudar crianças sírias, despertando o mundo para a calamidade que é a guerra na infância destas crianças”, refere Carlos Santos em comunicado.

O baterista de Castelo Branco, atual detentor deste recorde do “Guinness World Records”, atingido em 2014, no Fórum da cidade, fixado em 133 horas e três minutos, conta ainda com a participação dos bateristas Hartono (Indonésia), Allister Brown (Reino Unido), Steven Gaul (Canadá) e Lou Mars (EUA).

Sensível ao drama que há mais de seis anos afeta a população síria, a organização da iniciativa decidiu apoiar o trabalho da UNICEF no terreno, ideia que contou com a total adesão do grupo de bateristas que se propõe a bater o atual recorde de 80 horas a tocar bateria em grupo, atingindo 100 horas a tocar ininterruptamente.

“Apelamos por isso à solidariedade de todos. Apoiar a possibilidade deste novo recorde mundial é mais do que apoiar uma causa, é não esquecer crianças na guerra”, explica Carlos Santos.

Segundo dados da UNICEF de 2017, o número total de crianças afetadas pelo conflito sírio atinge cerca de 15 milhões, sendo que muitas permanecem no interior da Síria e outras procuraram refúgio noutros países.