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Sindicato diz que despedimento de delegada sindical confirma assédio

O Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa (STBB) considerou hoje que o despedimento da delegada sindical da empresa de confeções Lanifato, sediada em Belmonte, confirma a prática de assédio moral que a estrutura sindical tem vindo a denunciar.

Em comunicado, o sindicato garante que esta empresa inventou “um conjunto de falsidades” e arranjou “testemunhas à força da ameaça e da chantagem” para fazer parecer que o despedimento é normal e para “passar a ideia que o que está em causa não é o assédio moral que efetivamente pratica”.

Uma coisa deve ficar muito clara: Não são estas manobras canhestras e pacóvias (há muito afastadas das relações de trabalho) que nos farão recuar um milímetro da denúncia de todos os atropelos que se praticam naquele ‘campo de concentração’”, acrescenta a nota.

Aquela estrutura sindical garante ainda que “não deixará as trabalhadoras à sua sorte” e volta a exigir publicamente uma atuação firme da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), da Justiça e do Governo.

Da ACT, que já nos notificou por escrito dizendo que há índicos de assédio moral na empresa, esperamos que dê andamento e urgência ao processo de assédio. Do IEFP exigimos que não envie mais trabalhadoras para aquele “campo de concentração”. Da justiça em geral apelamos a uma investigação profunda e completa ao PER (Plano Especial de Revitalização) da UNIDECO, em que a Lanifato esteve envolvida como pretensa credora de montantes astronómicos. Ao Governo exigimos que suspenda de imediato a entrega de qualquer verba das candidaturas que imoralmente lhe aprovou, no âmbito do Portugal 2020 Centro”, especifica.

Em outubro de 2017, o STBB denunciou que os trabalhadores da Lanifato estavam a ser vítimas de assédio laboral, com controlo das idas à casa de banho e o não pagamento de direitos, entre outras violações e desrespeito pelas leis laborais.

Na sequência desta denúncia, os grupos parlamentares do BE e do PCP questionaram o Governo sobre o acompanhamento que tem sido feito à empresa e as medidas adotadas.

Já a gerência da empresa, que após a denúncia não aceitou prestar declarações, reagiu em janeiro, repudiando as acusações, tendo exigido que o sindicato se retrate e prometido apresentar queixa contra no Ministério Público.

Pedindo decoro e respeito por uma empresa que labora já mais de 20 anos e que emprega 120 funcionários, a Lanifato também afirmou que “os seus funcionários em nada se reveem” nas atitudes e conduta do sindicato, a qual classificou como sendo de “profunda calúnia e difamação”.