InícioSociedade“O país vive numa assimetria insustentável”

“O país vive numa assimetria insustentável”

Jornal do Fundão – Que balanço faz dos seis meses de execução do Plano Nacional de Coesão Territorial (PNCT)?

Helena Freitas – O PNCT identifica um conjunto de medidas que foram consensualizadas por todos os setores do Governo e, nesse sentido, deve ser monitorizado de acordo com aquilo que é o próprio cronograma do plano. Sendo assim há uma avaliação a fazer que é a da execução das medidas e da taxa de execução. Embora a avaliação mais séria e rigorosa tenha de ser feita no final do ano, tal como está previsto. Neste momento estamos a fazer uma avaliação quase estatística da taxa de execução.

E qual é o resultado dessa avaliação?

Quase metade do programa está a ser cumprido, ou seja, estamos com uma taxa de execução de 50 por cento. Agora temos de ver porque é que algumas medidas não foram enunciadas, porque isso também acontece, e ver o que impediu para que essas medidas tivessem início.

São 167 as medidas do PNCT, quais as principais no terreno?

As medidas anunciadas e apresentadas apontam caminhos, como por exemplo no setor da saúde e a possibilidade de reforçar o apoio aos médicos que se desloquem para o Interior.

Tem casos concretos que possa apresentar?

Ainda não lhe posso dizer. Essa será uma avaliação que teremos de fazer posteriormente. Já pedimos essa avaliação ao Ministério da Saúde a aguardamos que ela nos seja enviada. Acredito que nos chegará até porque existe um canal excelente entre a Saúde e a Unidade de Missão. Está-se aliás a trabalhar no âmbito de novos acordos nesta área ao nível transfronteiriço e em novas tecnologias da saúde com um maior acompanhamento às populações mais isoladas.

Toda a entrevista em edição impressa do JF.

Célia Domingos e Luís Nave