InícioSociedadeMilitares com “armas” para combater incêndios

Militares com “armas” para combater incêndios

(c) Filipe Pinto/JF

NAS imediações da Base de Apoio Logístico (BAL) da Proteção Civil de Castelo Branco, duas dezenas de militares do Exército, munidos de ancinhos, pás e enxadas, retiram a vegetação para deixar a terra à vista. Estes homens fazem parte dos primeiros 440 militares que até ao momento receberam formação certificada pela Escola Nacional de Bombeiros para a realização de trabalhos de rescaldo e vigilância da áreas ardidas no próximo verão.

Até 15 de maio, serão 1.380 os homens do Exército formados para as tarefas de abertura de faixas de contenção de incêndios (que impedem o desenvolvimento do mesmo) bem como na extinção de pequenos focos de reacendimento que possam surgir nas áreas queimadas.

A formação, ministrada por um chefe de brigada da Força Especial de Bombeiros, tem a duração de três dias, num total de 25 horas, divididas entre a parte teórica, na qual se faz uma abordagem à Lei de Bases da Protecção Civil, sobre o sistema de gestão de operações e sobre o comportamento que um incêndio florestal pode tomar. No segundo e terceiro dia, a formação é feita no exterior, em zona de mato e floresta.

Mário Oliveira, alferes de 29 anos do Regimento infantaria Nº14 de Viseu, ingressou no ramo há dois anos e está pela primeira vez envolvido nesta missão de defesa da floresta. Licenciado em Educação Física, com mestrado, optou pelo Exército “por causa do desemprego”, explica. No ano passado, participou em algumas ações de rescaldo a incêndios.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Célia Domingues