InícioSociedadeVai endurecer a luta pela abolição de portagens

Vai endurecer a luta pela abolição de portagens

Empresários, utentes e sindicatos da Beira Interior anunciaram hoje que vão avançar com ações comuns pela abolição das portagens na A23 e reivindicaram que o próximo Orçamento do Estado já contemple essa situação ou uma nova redução.

“Pensamos que agora há condições para que se extingam as portagens ou, pelo menos, para que se reduzam significativa e gradualmente, até à abolição”, afirmou José Gameiro, presidente da Associação de Empresarial da Beira Baixa.

Este responsável falava numa conferência de imprensa realizada hoje na Covilhã, distrito de Castelo Branco, na qual também marcaram presença porta-vozes da Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, da União de Sindicatos de Castelo Branco e do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior.

Depois de criticarem o facto de estarem há quase ano e meio à espera de uma resposta ao pedido de audiência feito ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, também explicaram que, para já, vão manter a via do diálogo, mas não deixam de avisar que a “paciência tem limites” e admitem endurecer a luta.

Segundo explicaram, foi novamente solicitada uma reunião ao ministro da tutela, bem como à Comissão Parlamentar de Obras Públicas, e que será dirigido um convite aos grupos parlamentares na Assembleia da República para se deslocarem ao Interior, de modo a ficarem a conhecer no terreno a realidade e os prejuízos causados pelas portagens.

Entre os argumentos que serão apresentados está o do custo de mobilidade que os utentes têm de enfrentar sempre que se deslocam ou o do valor da “fatura extra” que as empresas do Interior tiveram de passar a incluir no seu plano de negócios devido aos custos com as portagens.

Salientando que a redução de 15% implementada pelo atual Governo não é suficiente e reiterando que a única medida que serve a região é a da abolição das portagens, estas entidades mostram, contudo, abertura a reduções progressivas, até à extinção.

A expectativa é a de que o próximo Orçamento do Estado já contemple, pelo menos, uma nova redução, conforme explicou Marco Gabriel, da Comissão de Utentes da A23, frisando que a “recuperação económica que tem sido alcançada no país tem que ser posta ao serviço das populações”.

Para o coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco, Luís Garra, é hora “de fazer justiça” a esta zona do país, “revogando medidas que nunca deveriam ter sido tomadas” e “contemplando as tais medidas de discriminação do Interior, que são sempre muito faladas, mas que depois não são concretizadas”.