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Turismo da região quer “renascer das cinzas”

(c) Célia Domingues/JF

Bastou um incêndio para deixar prejuízos no valor de um milhão de euros no setor turístico num só concelho. O fogo que lavrou em Oleiros destruiu estruturas do Trilho Internacional dos Apalaches e da Georota do Orvalho. A autarquia já fez as contas. “Ficaram destruídas estruturas de madeira, painéis de sinalização, passadiços, pontes, escadaria do miradouro das Pesqueiras, no Orvalho. Estávamos no bom caminho em termos de captação de visitantes”, adianta Paulo Urbano, vereador do Turismo no município de Oleiros. O mesmo responsável indica que pelo Trilho local dos Apalaches, uma da etapas do percurso internacional, constituído por vários desafios e obstáculos naturais passaram no último ano milhares de pessoas.

Os prejuízos dos incêndios florestais interromperam o ritmo de atração de turistas ou visitantes na região. O concelho de Oleiros tem no setor florestal o seu principal balão de oxigénio – representa 700 postos de trabalho e 120 milhões de euros de facturação – e o turismo crescia a ao mesmo ritmo que forem sendo implementados programas. “O turismo emprega meia centena de pessoas no concelho e quatro milhões de euros de receitas”, destaca Paulo Urbano que em breve receberá em Oleiros uma comitiva da Unesco que reavaliará a classificação dos geosítios de Oleiros (Fraga da Água d’Alta, Miradouro do Mosqueiro, Meandros do rio Zêzere) e as aldeias em xisto, integrado no Geopark Naturtejo da Meseta Meridional. “O incêndio andou pela Fraga e no Mosqueiro pelo que… não sei. Estamos muito ansiosos mas também já a trabalhar no que fazer no terreno que recuperar das cinzas”, diz ainda o vereador.

Umas principais propostas de verão do interior, as praias fluviais, foi também atingida. O espaço circundante da Praia Fluvial do Penedo Furado, em Vila de Rei, onde se refrescam milhares de pessoas todos os anos, já recebeu trabalhos de melhoramento e beneficiação, após o incêndio de agosto que afetou o espaço circundante à praia. A autarquia suportou os custos.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Célia Domingues