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Serra da Gardunha: o coração ferido

Felizmente, o inferno das chamas parece ter dado tréguas ao fim de três dias. O incêndio que lavrou desde domingo foi dado como dominado esta quarta-feira. Mas a Gardunha, o coração do concelho do Fundão, ficou ferido. Será com a coragem de todos, dos nobres filhos e filhas da Gardunha, que nos iremos reerguer.

A calamidade chegou com o fogo à Serra da Gardunha, semeando o pânico nas populações de Castelo Novo (aldeia que foi evacuada), Alcongosta, Souto da Casa, Soalheira, Vale de Prazeres e Alpedrinha, no Fundão, e Louriçal do Campo, em Castelo Branco. O antigo seminário de São Fiel foi tomado pelas chamas.

Os habitantes viveram momentos de pânico, agarrando em tudo o que podiam para salvar quintais ou habitações, enquanto os sinos tocavam a rebate e as sirenes dos quartéis das cidades pediam reforços de meios humanos.

O incêndio que começou na primeira hora de domingo, em Casal da Serra, no Louriçal do Campo, chegou na tarde desse dia ao Fundão e dividiu-se em duas frentes: em Castelo Novo e Alcongosta, com “cerca de 23 quilómetros de comprimento, consumindo parte significativa da Serra da Gardunha”. Com “poucos meios” no terreno, nas palavras do presidente da Câmara fundanense, o incêndio “passeou-se livremente” pela serra, de norte a sul e de oeste a este. Pelo meio, semeou o pânico nas aldeias e obrigou à mobilização de perto de três centenas de operacionais no combate.

Leia uma reportagem do JF no terreno na nossa edição impressa.

Célia Domingues