InícioSociedadeO impacto da seca e das cinzas na água que bebemos

O impacto da seca e das cinzas na água que bebemos

A CHUVA desta semana acabou com os fogos, fazendo desviar as preocupações para o perigo de arrastamento dos resíduos dos incêndios para os cursos de água, que nesta altura se encontram abaixo da sua capacidade por causa da seca. “Preocupam-me as consequências antevisíveis, quando começar a próxima época chuvosa”, disse ao JF, o meteorologista Costa Alves, acrescentando que, se os aguaceiros fortes que ocorrem muitas vezes em setembro e outubro acontecerem nos próximos meses, teremos de enfrentar “os efeitos do arrastamento de solos e de diversos materiais que os fogos fizeram depositar”, além de possíveis “inundações rápidas e situações novas de emergência e proteção civil”.

Mas há mais: se a segunda metade do outono e inverno for particularmente pluviosa, saturando os solos e gerando um potencial de arrastamento de solos e de materiais, há outros riscos com que nos confrontaremos, avisa Costa Alves: “O arrastamento dos solos produzirá uma redução da espessura da camada do solo, particularmente nas zonas montanhosas, como são exemplo preocupante e conhecido a Serra da Gardunha e da Estrela. Com menor espessura de solo, reduz-se a superfície de intervenção com rearborizações. O solo é um bem que também não temos valorizado”, adverte Costa Alves.

Veja todo o artigo na edição impressa do JF, que aborda também a questão do abastecimento de água.

Lúcia Reis