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Hotel das Amoras passa para a mão de privados

Município de Proença-a-Nova entrega a gestão da unidade hoteleira a uma empresa dos arredores de Lisboa, que está obrigada a preservar os postos de trabalho e a funcionar pelo menos durante dez anos

A Câmara de Proença-a-Nova alienou esta terça-feira, em hasta pública, a totalidade da participação que possuía no capital social da empresa municipal Proençatur, entidade gestora do hotel das Amoras, por 650.500 euros.

“Hoje é um dia de sucesso porque em relação à gestão privada trará um novo fôlego, novos desafios e uma maior capacidade de atratividade, sendo que se trata de um equipamento [hotel das Amoras] âncora na estratégia de Proença-a-Nova”, disse à agência Lusa o autarca local, João Lobo.

A hasta pública decorreu no edifício dos Paços do Concelho, sendo que o valor da base de licitação foi de 650 mil euros, não sendo admitidas propostas de valor igual ou inferior.

Surgiram duas propostas, uma das quais não foi aceite pelo júri por ter sido entregue fora do prazo definido, sendo que ficou apenas uma única proposta validada, pertencente a uma empresa com experiência no ramo hoteleiro e que tem sede em Parede.

O presidente deste município do distrito de Castelo Branco estava satisfeito com o resultado da hasta pública, visto que a alienação da empresa municipal Proençatur já tinha sido tentada por duas vezes, a última em 2014, sem qualquer sucesso.

“Inicia-se um novo ciclo para este equipamento [hoteleiro] e a câmara aliena a empresa municipal dando cumprimento à lei. A autarquia não deve fazer a gestão de um equipamento hoteleiro, não está vocacionada para isso”, sustentou João Lobo.

O autarca sublinhou que o município não se pode dissociar de ser um parceiro dos privados que assumem agora a gestão da unidade hoteleira.

“A oferta turística terá também que estar focada ali e contará com o olhar atento do município enquanto parceiro e no interesse coletivo”, frisou.

O processo vai agora passar por sessão de câmara e depois, ainda durante o mês de fevereiro, será ratificado pela assembleia municipal de Proença-a-Nova.

João Lobo espera que na próxima época alta o hotel esteja já em funcionamento com a nova gestão, sendo que o município e a própria assembleia municipal ressalvaram no caderno de encargos um conjunto de obrigações a cumprir pelo adjudicatário.

De entre elas está, por exemplo, a obrigatoriedade de manter a atividade do estabelecimento hoteleiro durante o período mínimo de dez anos, com classificação no âmbito da tipologia e a categoria do empreendimento turístico de quatro ou três estrelas e a manutenção dos postos de trabalho.