InícioSociedadeFogo na Gardunha com 14 milhões de prejuízo: e agora?

Fogo na Gardunha com 14 milhões de prejuízo: e agora?

Foi o pior incêndio de sempre na Serra da Gardunha e os números (provisórios) confirmam a dimensão da tragédia: só no concelho do Fundão, ascendem a cerca de 14 milhões os prejuízos apurados até terça-feira, dia de fecho desta edição. Mas a estimativa poderá disparar quando houver dados definitivos.

Arderam 7.328 hectares de floresta (5.158 no concelho do Fundão, cerca de 2.400 no de Castelo Branco), houve 20 feridos, entre os quais nove bombeiros, 52 habitações ficaram danificadas, a maioria das quais devolutas e que, no conjunto, representam um prejuízo de um milhão de euros.

Os danos na área florestal ascendem a 5 milhões de euros, a que se junta um milhão para recuperar e limpar as linhas de água afetadas pelo incêndio.

Relativamente à atividade económica, a agricultura foi o setor mais penalizado, estimando-se os prejuízos em 4 milhões de euros e 230 postos de trabalho afetados.

“Foram afetados 200 produtores e explorações agrícolas”, refere o presidente da Câmara, adiantando que foi criada uma linha de apoio para ajudar na alimentação de 1050 animais, que ficaram sem pastos, na zona sul do concelho.

Caminhos, estradas, arruamentos, sistemas de distribuição de água, equipamentos de lazer, viaturas, e outras infraestruturas públicas representarão um prejuízo superior a 3,5 milhões de euros em redes viárias e sistemas de distribuição de água e captações. Relativamente a viaturas danificadas, a estimativa aponta para prejuízos de 500 mil euros.

“Estamos a apontar para prejuízos da ordem dos 14 milhões de euros”, quantifica o presidente da Câmara do Fundão. Em medidas para evitar a erosão, o Fundão calcula gastar um milhão de euros. No caso de Castelo Branco, os danos ainda não estão quantificados, mas serão também avultados.

O JF esteve em reportagem sobre a terra queimada. Falámos com políticos, com populares e com especialistas em floresta. Veja todo o trabalho na nossa edição impressa.

Lúcia Reis