InícioSociedadeDrones: novos protagonistas nos céus da Beira Interior

Drones: novos protagonistas nos céus da Beira Interior

Para pôr um drone a voar, basta ter uma ideia. Aquilo que, do ponto de vista técnico, é uma aeronave não tripulada (que se destina a operar sem piloto a bordo, com uma capacidade para operar autonomamente em bateria durante uns 20 minutos) começou por ser um suporte móvel para captação de fotografias aéreas. Mas atualmente, o drone é mais do que isso e já está a ser um precioso auxílio por parte das empresas de construção civil, de organização de eventos ou na agricultura.

Os drones, esses equipamentos elétricos robotizados vieram para ficar, lançados para o céu da região pelas mãos, sobretudo, de quem ganhou experiência de controlo remoto no aeromodelismo.

É o caso de Miguel Ângelo, agente publicitário em Castelo Branco, responsável pela Skyphoto, que recebia cada vez mais pedidos de clientes a solicitar imagens aéreas. Adepto do aeromodelismo, recorria por vezes aos pequenos aviões “para desenrascar” esta missão, mas nem sempre o resultado era satisfatório porque o mini helicópteros não permitiam uma estabilização da câmara e as hélices eram um sério risco à segurança. Estávamos em 2010 e os drones começavam a despertar atenções do grande público.

O publicitário encontrou na internet um fornecedor de drone e faz a primeira encomenda. Um Falcon 7 com câmara incorporada de fotografia e vídeo. O fornecedor informa-o que a venda será efectuada se o cliente frequentar uma formação. “Como já tinha experiência do aeromodelismo, concluí o curso e deixaram-me completar a compra”, recorda Miguel Ângelo, hoje um dos pilotos de drones mais procurados no país para execução de serviços. “A minha intenção era ter algo profissional para aquilo que pretendia”, acrescenta.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Célia Domingues