InícioSociedadeA dinamização que os emigrantes dão à economia beirã

A dinamização que os emigrantes dão à economia beirã

Longe vão os tempos em que os portugueses emigrados regressavam ao país natal com doces (rebuçados de fruta, os típicos caramelos “Carambar”), o queijo “Camembert”, a Mostarda de Dijon, o concentrado de fruta, as garrafas de Ricard ou os patés de “campagne”, para distribuir pela família e amigos. A abertura de superfícies comerciais francesas ou alemãs em Portugal colocou à disposição dos consumidores portugueses muitos destes produtos.

Também é verdade que abriram lojas com produtos portugueses nos países onde habitam mais emigrantes portugueses (França, Luxemburgo, Alemanha, Suíça) mas a lógica de compra não é a mesma para os portugueses ou descendentes que ali trabalham. “É verdade que temos lá disto no estrangeiro, mas as coisas não têm o mesmo sabor”, esclarece prontamente Deolinda Ricardo, emigrante em Lille, à porta da Charcutaria Leitão, no Fundão, para comprar queijo e enchido.

É segunda-feira de manhã. No Fundão é dia de mercado, onde os artigos com as cores de Portugal e da Seleção Nacional se vendem como cerejas.

Na cidade, os emigrantes aproveitam para adquirir os produtos que não podem faltar na bagageira do carro no regresso a casa. Naquela charcutaria, na cidade fundanense, o casal proprietário e uma funcionária distribuem-se a atender os pedidos. A fila de clientes começa no exterior do pequeno estabelecimento.

Toda a reportagem na edição impressa do JF.

Célia Domingues