InícioSociedadeCientistas impressionados com os segredos de Idanha-a-Velha

Cientistas impressionados com os segredos de Idanha-a-Velha

A Câmara de Idanha-a-Nova, a Universidade de Coimbra e a Universidade Nova de Lisboa assinaram esta quinta-feira um protocolo de colaboração técnica e científica para a salvaguarda e divulgação do património do município, nomeadamente de Idanha-a-Velha.

O projeto IGAEDIS – Da Civitas Igaeditanorum à Egitânia, que vai decorrer até dezembro de 2019, tem como objetivo caracterizar e compreender a cidade antiga de Idanha-a-Velha e os seus territórios desde o século I a.C. ao século XII, um trabalho exaustivo que já não era feito no local desde a década de 1960.

Pedro Carvalho, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e Catarina Tente, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, são os coordenadores deste projeto, cujo protocolo foi assinado na Sé Catedral de Idanha-a-Velha.

“Durante quase 1.200 anos, este foi o lugar mais importante [Idanha-a-Velha] entre os rios Tejo e Douro. Este projeto tem como objetivo produzir conhecimento, nova ciência, mas não se fica por aqui. Tem também um retorno social. Queremos que o conhecimento novo seja divulgado também socialmente, desde logo nas escolas, e que chegue a todos [turistas] os que procuram conhecer Idanha”, afirmou Pedro Carvalho.

Já Catarina Tente realçou a especial importância do momento em que duas universidades e um município se unem, iniciativa que considerou “uma raridade” em Portugal.

“Somos cientistas, fazemos ciência, mas também sabemos comunicar. Queremos trazer mais-valia para Idanha. O desafio tem uma grande responsabilidade, mas tenho a certeza que daqui a quatro anos vamos conseguir resultados e colocar Idanha em mais mapas”, disse.

O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, justificou este protocolo de colaboração com a aposta no talento que o município tem feito e com a necessidade de dar a conhecer ao país e aos portugueses que não conhecem Idanha-a-Velha.

“Devemos e temos a responsabilidade de ter um país a dar um contributo para o desenvolvimento económico, social e cultural e não adornado para o mar”, afirmou.

 

A cantora brasileira e embaixadora da Universidade de Coimbra na área da língua e da cultura, Adriana Calcanhotto, é a madrinha do projeto IGAEDIS. Recentemente já havia anunciado que iria fazer arqueologia em Idanha-a-Velha.