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Cerfundão vence prémio nacional de agricultura

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A CERFUNDÃO, empresa de embalamento e comercialização de cerejas, Lda., é um caso nacional de sucesso e foi distinguida na categoria de inovação com o Prémio Nacional de Agricultura, criado pelo Jornal de Negócios, Correio da Manhã e BPI. Um prémio simbólico que distinguiu este ano 22 projetos empresariais de sucesso nas áreas da Agricultura, Agroindústria, Floresta e Pecuária.

“É um prémio importante que significa o reconhecimento do trabalho que a Cerfundão tem estado a realizar, colocando-a entre os melhores a nível nacional, o que nos deixa muito satisfeitos”, disse ao JF José Pinto Castello Branco, o presidente da empresa de embalamento e comercialização de fruta.

“Se eu não conhecesse a vida quotidiana da Cerfundão e estivesse a ponderar trabalhar com esta Organização de Produtores, um prémio como este reforçaria a minha convicção e a credibilidade da própria organização”, acrescenta aquele responsável, anotando que, a par da Cerfundão, foram premiadas na mesma categoria empresas tão conhecidas como por exemplo a Corticeira Amorim.

“A inovação está no ADN do projeto Cerfundão e aplica-se em quase tudo aquilo que fazemos”, recorda José Pinto Castello Branco.

“O adiantamento do pagamento semanal da cereja ao produtor é inovador e para um produtor frutícola essa inovação tem muito mais impacto do que qualquer tecnologia que seja utilizada na Cerfundão. Isso é inovação. E inovação também é aquilo que vamos estrear nesta campanha e que diz respeito a estrutura com vários metros quadrados de painéis fotovoltaicos e que nos permitirá ser completamente auto-suficientes em termos de energia elétrica”, adiantou o presidente daquela que é a única organização de produtores do setor da fruticultura na Beira Interior.

Com mais uma campanha à vista e algumas cerejeiras já em flor, a Cerfundão está preparada para mais uns meses de trabalho intenso e já reforçou a equipa técnica, que será dirigida por Filipe Costa.

“A principal novidade para a campanha deste ano tem a ver com uma presença dos nossos técnicos ainda mais forte no campo e com um acompanhamento mais presente dos nossos produtores, o que, acreditamos, virá, depois, a refletir-se na qualidade e na quantidade da produção”, sublinha José Pinto Castello Branco.

A um mês e pouco do início da campanha, as expectativas são altas. “O que a equipa técnica nos tem transmitido é que agora são necessárias condições climatéricas estáveis para a floração, que está a começar. Se não houver percalços como houve no ano passado com três semanas de chuva contínua, estamos a antever uma campanha muito boa”, afirma.

A Cerfundão trabalha atualmente com um lote de produtores que exercem a sua atividade num raio de ação que vai de Idanha a Viseu.

Lúcia Reis