InícioSociedadeÁrea já ardida este ano é dez vezes superior a 2016

Área já ardida este ano é dez vezes superior a 2016

(c) BV Gonçalo

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou esta quinta-feira na Guarda que a situação dos incêndios este ano não está a correr muito bem.

“Em 2016 tínhamos, a 7 de maio, 886 ignições e já tinham ardido 1.203 hectares. Mas, este ano, (…) no mesmo período, temos 4.848 ignições. Ou seja, conseguimos multiplicar por seis o que aconteceu no ano passado e passámos de 1.203 hectares do ano passado de área ardida para 13.005 hectares de área ardida já este ano”, indicou.

O governante disse que o país tem “uma coisa que é muito positiva”: “As nossas bombeiras e bombeiros, os nossos sapadores, a nossa FEB (Força Especial de Bombeiros), os nossos GIPS (Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro), estão determinados a contrariar todos estes números e estão determinados a dar garantias à população de que nós continuamos a trabalhar para o bem-estar dos nossos cidadãos e sobretudo para que vivam bem e que vivam sem este flagelo dos incêndios”.

O governante marcou presença na apresentação do dispositivo de combate a incêndios no distrito da Guarda, que será semelhante ao do ano passado, com 597 operacionais, 151 veículos e três helicópteros, de acordo com informação do Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS).

“Este dispositivo já está estabilizado há anos, os bombeiros estão a trabalhar no seu máximo e, portanto, não é previsível que haja possibilidade de aumentar mais em termos de recursos humanos”, afirmou o CODIS da Guarda, António Fonseca.

No entanto, o responsável disse que têm sido introduzidas algumas “melhorias”. “As melhorias que têm sido introduzidas sistematicamente [foram] em termos de organização e de modelo de funcionamento, em termos doutrinários também”, explicou.

Depois o secretário de Estado esteve também na apresentação do dispositivo do distrito de Castelo Branco, que contará este ano com 131 equipas, que incluem 655 operacionais, 141 veículos, três helicópteros e dois bombardeiros médios.

“O objetivo é garantir a permanente segurança das forças [operacionais] e manter a área ardida abaixo da média do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI), além de manter a consolidação da extinção de incêndios e os tempos de resposta”, afirmou o Comandante Distrital de Operações de Socorro, de Castelo Branco, Francisco Perabo.

Em relação aos meios aéreos, o distrito vai ter três centros – Castelo Branco, Covilhã e Proença-a-Nova – sendo que, a partir de 1 de julho e até 30 de setembro (fase Charlie), vai estar um helicóptero em cada um dos centros aéreos e dois aviões bombardeiros médios estacionados em Proença-a-Nova, onde vão permanecer até 5 de outubro.