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Enfermeiros em protesto na Guarda

Sessenta enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda manifestaram-se hoje naquela cidade, no âmbito da greve daqueles profissionais que está a decorrer esta semana a nível nacional.

Segundo o enfermeiro Rui Paixão, tratou-se de “uma ação espontânea” que visou demonstrar publicamente que os profissionais que prestam serviço no distrito da Guarda também estão empenhados na luta de âmbito nacional.

A concentração ocorreu na Alameda de Santo André, junto da entrada para o Parque da Saúde da Guarda, onde se localiza o Hospital Sousa Martins e outros serviços associados à ULS local.

Os manifestantes estavam vestidos de negro e exibiam cartazes e tarjas com mensagens como “enfermeiros unidos”, “35 horas já”, “basta”, “juntos somos mais fortes” e “respeito, dignidade, igualdade”.

Rui Paixão disse aos jornalistas que os problemas dos enfermeiros da Guarda também “tocam” os de “todos os colegas a nível nacional”.

Sobre o balanço da adesão à greve ao nível dos serviços da ULS, Rui Paixão avançou que tem sido elevada e “a rondar os 85%”.

Disse que os enfermeiros estão a assegurar os serviços mínimos e que foram canceladas cirurgias que não eram urgentes e algumas consultas, mas “nada que ponha em causa a saúde dos utentes”.

A presidente do Conselho de Administração da ULS da Guarda, Isabel Coelho, disse que “os serviços de internamento têm sido os mais afetados” pelo protesto dos enfermeiros.

Segundo Isabel Coelho, a greve na ULS ronda os 37% e ao nível do serviço de cirurgia “não tem havido grande adesão”.

Sublinhou ainda que “todos os serviços mínimos têm sido assegurados” e que a greve também se “nota mais” em “dois ou três centros de saúde” do distrito.

A ULS da Garda abrange dois hospitais (Guarda e Seia) e 13 centros de saúde do distrito (exceto o de Aguiar da Beira).

A greve, marcada pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e pelo Sindicato dos Enfermeiros (SE), começou às 00:00 de segunda-feira e decorre até às 24:00 de sexta-feira.

A paralisação foi marcada como forma de protesto contra a recusa do Ministério da Saúde em aceitar a proposta de atualização gradual dos salários e de integração da categoria de especialista na carreira.