InícioSaúdeEmpresa de Ródão encerrada por risco para a saúde pública

Empresa de Ródão encerrada por risco para a saúde pública

(c) José Freitas STR

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) encerrou a empresa Cetroliva, de Vila Velha de Ródão, com base no risco para o ambiente e para a saúde pública, mas a administração da unidade fabril garante que em duas semanas terá o problema resolvido.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o Ministério do Ambiente explica que a decisão da CCDRC foi tomada na sexta-feira, sendo que esta medida cautelar de encerramento determinou que fossem desligadas as caldeiras da unidade fabril.

“A decisão tem por base a existência de risco para o ambiente, para a qualidade do ar e para a saúde pública”, lê-se no documento.

A empresa de Vila Velha de Ródão dedicava-se ao processamento de bagaço e produção de energia e em fevereiro de 2016 tinha sido intimada a “adotar as medidas necessárias” ao exercício da sua atividade “sem incumprimentos ambientais”.

Após o prazo de 30 dias, o Ministério do Ambiente decidiu que a Centroliva tinha dado cumprimento a todas as determinações constantes no mandado, pelo que manteve o funcionamento da unidade fabril.

Agora, um ano depois, a empresa é encerrada pela CCDRC com base numa ação de fiscalização realizada na terça-feira, dia 7 de março, quando foram efetuadas medições dos efluentes gasosos das duas fontes de emissão da empresa, dedicadas à produção de energia elétrica a partir da combustão de biomassa (bagaço de azeitona, estilha e resíduos florestais) em duas caldeiras.

“Nessa ação de inspeção verificou-se o incumprimento, por parte da empresa, dos valores limite de emissão aplicáveis aos poluentes, partículas, monóxido de carbono e compostos orgânicos”, sustentam.

Segundo a CCDRC, a cessação da medida cautelar agora aplicada só poderá ocorrer após verificação de que a situação de perigo grave para o ambiente e qualidade do ar cessou.

Empresa diz que está a resolver o problema

“Nós somos uma empresa cumpridora. Aquilo que estamos a instalar, aliás o investimento está a 15 dias de ser terminado e a situação voltará à sua normalidade. A Centroliva é uma empresa cumpridora e vai cumprir”, afirmou à agência Lusa, o administrador Nuno Branco.

Este é um investimento de 290 mil euros que segundo o responsável da empresa deixará a unidade fabril equipada com o que há de mais evoluído no país.

“A minha colaboração e disponibilidade é total para fazer tudo o que for preciso para resolver o problema e manter a empresa em funcionamento”, frisou.

Nuno Branco realçou também que entre outubro de 2015 e dezembro de 2016, o investimento feito na Centroliva, só a nível ambiental, ronda os 1,3 milhões de euros.

A empresa processa anualmente mais de 100 mil toneladas de bagaço, tem mais de 200 fornecedores cuja maioria são da zona Centro e, segundo o seu administrador, “tem um impacto económico na região muito significativo”.