InícioRegiãoVêm aí mais milhões para o Regadio da Cova da Beira

Vêm aí mais milhões para o Regadio da Cova da Beira

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Plano Juncker vai ajudar a levar água do Regadio da Cova da Beira a três mil hectares a sul da Gardunha.

O PROJETO de alargamento do Regadio da Cova da Beira ao lado sul da Gardunha vai ser apoiado com 7,5 milhões de euros no âmbito do Plano Juncker. A notícia foi confirmada pelo presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, que persegue, há anos, o sonho de levar mais água aos terrenos agrícolas das freguesias da Soalheira, Castelo Novo, Atalaia do Campo/ Póvoa de Atalaia, Vale de Prazeres e Orca. A extensão a sul permitirá alargar em cerca de mais 3 mil hectares a área de regadio no concelho do Fundão.

“É um projeto fundamental para aumentar a produção de cereja e da fruticultura em geral naquela zona do concelho, potenciando a criação de riqueza e a valorização de produtos de excelência”, afirma Paulo Fernandes, lembrando que a produção de fruta é uma das principais fontes de riqueza do concelho.

PenamacorSegundo o autarca, os apoios comunitários para este projeto poderão ser ainda reforçados no quadro do Plano de Desenvolvimento Rural. A candidatura foi elaborada pela Câmara do Fundão com o apoio da Direção Geral do Desenvolvimento Rural e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC).

O Plano Juncker vai apoiar um conjunto de investimentos estruturais, designadamente na área dos regadios. No caso da Cova da Beira, a garantia de apoio abre novas perspetivas quanto à rentabilização da terra do lado de lá da Gardunha através de um bem essencial como a água, que é indispensável para aumentar a produtividade por hectare.

Os estudos preliminares estão a ser efetuados numa parceria entre o Município e a Escola Superior Agrária do IPCB com o apoio da DRAPC.

“A primeira fase está concluída”, assegura o presidente da Câmara, adiantando que os agricultores estão também envolvidos neste processo que pretende potenciar as condições de produção numa zona de grande aptidão agrícola, mas onde falta água em abundância para regar.

A segunda fase dos estudos incidirá sobre a viabilidade económica, adianta Paulo Fernandes, que acredita que a elaboração dos primeiros projetos de execução poderá também iniciar-se para o ano.

A falta de água é o maior entrave ao desenvolvimento de novos projetos numa zona de microclima, que permite antecipar as colheitas agrícolas.