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Proença-a-Nova tenta “vender” Hotel das Amoras

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A Câmara de Proença-a-Nova vai alienar, em hasta pública, a totalidade da participação que possui no capital social da empresa municipal Proençatur, que gere o hotel das Amoras, disse esta sexta-feira o presidente da autarquia.

“O objetivo da Câmara é alienar a participação social na empresa municipal [Proençatur] que será extinta e que gere o estabelecimento hoteleiro das Amoras”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo.

Adiantou que a hasta pública decorre no dia 7 de fevereiro, pelas 15 horas, no edifício dos Paços do Concelho, sendo que o valor da base de licitação é de 650 mil euros, não sendo admitidas propostas de valor igual ou inferior.

O presidente deste município do distrito de Castelo Branco explicou que este é um processo que decorre da legislação em vigor que estabelece que as empresas municipais que sigam cumulativamente atividade mercantil e apresentem défice de exploração consecutivos há mais de três anos devem ser extintas.

A empresa municipal Proençatur encontra-se nestas condições, pelo que o município encetou as diligências necessárias para a alienação, que já foi tentada por duas vezes, mas sem sucesso.

“À data da saída do decreto-lei, a Câmara tentou uma primeira alienação. Houve um concorrente, mas não se concretizou o negócio. Em 2014, houve outra tentativa, mas a hasta pública ficou deserta, não surgiu ninguém”, recorda.

Sublinha que atualmente as condições do país e a apetência por estes equipamentos são diferentes: “Nesta altura, o país está no radar turístico. Temos aqui, no interior, maior capacidade de crescer, saibamos nós construir pacotes de oferta”.

O autarca adiantou ainda que após ter feito vários contactos e mesmo não sabendo o desfecho da hasta pública, neste momento três investidores já manifestaram interesse no equipamento.

João Lobo explicou também que sendo o Hotel Amoras um equipamento considerado âncora para a oferta hoteleira e turística do concelho, o município e a própria assembleia municipal ressalvam no caderno de encargos um conjunto de obrigações a cumprir pelo futuro adjudicatário.

De entre elas, está, por exemplo, a obrigatoriedade de manter a atividade do estabelecimento hoteleiro durante o período mínimo de dez anos, com classificação no âmbito da tipologia e a categoria do empreendimento turístico de quatro ou três estrelas e a manutenção dos postos de trabalho que atualmente rondam os 18 trabalhadores.

“Neste momento, estão reunidas as condições para promover a alienação que, desta vez, espero que tenha um resultado positivo”, concluiu.

O presidente do município realçou ainda que a Câmara será sempre um parceiro, seja qual for o privado que fique com a empresa e com o equipamento hoteleiro que considera ser a “âncora” da oferta turística e do desenvolvimento estratégico turístico do concelho de Proença-a-Nova.