InícioPolíticaVítor Pereira quer Covilhã num “patamar de progresso e excelência”

Vítor Pereira quer Covilhã num “patamar de progresso e excelência”

O atual presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, recandidata-se ao segundo mandato pelo PS nas eleições de 1 de outubro e quer continuar a “construir um concelho moderno, inovador, sustentável, atrativo e dinâmico”. Na apresentação oficial desta sexta-feira, o autarca promete levar a Covilhã ao patamar de progresso e de excelência que ela merece.

Numa apresentação com forte apoio dos militantes socialistas, várias centenas de pessoas encheram a praça nas traseiras da Câmara. Entre os presentes, destacam-se o ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, a deputada Hortense Martins e o diretor do Centro Hospitalar da Cova da Beira, João Casteleiro, que será o candidato do PS à Assembleia Municipal. Todos transmitiram confiança numa retumbante vitória dos socialistas.

O PS aproveitou também o momento para anunciar os candidatos a várias Juntas de Freguesia, com destaque para Carlos Martins, que volta a avançar como cabeça-de-lista à União de Freguesias da Covilhã e Canhoso.

Vítor Pereira começou por lembrar as dificuldades encontradas quando assumiu o cargo, em 2013. “A situação financeira da Câmara era de quase rutura, à beira de ter de ser pedida a intervenção do Ministério das Finanças. Lembro que o passivo era de 142 milhões de euros. Caso não tivéssemos tomado rédea da situação, ultrapassaríamos ainda em 2013 os 300% de endividamento, o que legalmente nos obrigaria a recorrer ao Fundo de Apoio Municipal com elevado prejuízo para todos os cidadãos, empresas e associações do nosso concelho.”

O presidente diz que isso criou enormes dificuldades na criação de novos projetos e no apoio ao tecido social do concelho, tendo de fazer um trabalho duplo: “O resultado é visível nas contas municipais, com cerca de 40 milhões de dívida amortizada, enquanto preparávamos o lançamento de projetos para o futuro, com quase 20 milhões de euros de obras, algumas já no terreno, como a recuperação do parque escolar, o Jardim das Artes e a beneficiação da rede viária em várias freguesias e localidades.”

Vítor Pereira alertou para as promessas de campanha. “Haverá quem por estes tempos apresente pela enésima vez o metro de superfície ao longo do TCT e queira sacudir responsabilidades com a ligeireza com que faz propostas inúteis e caras. O nosso desafio é valorizar o capital humano e imaterial (cultural e sociológico) da história da cidade e das aldeias e freguesia. Apostarmos mais na valorização turística, na modernidade da tecnologia e da indústria, para construir uma comunidade cada vez mais colaborativa. Uma terra que reduz as barreiras arquitetónicas e as barreiras geracionais e se afirma como o principal motor do desenvolvimento regional.”

“Aprofundar o relacionamento com a UBI e potenciar na nossa comunidade o seu principal ativo, o capital humano; apostar em centros de investigação e de excelência; na especialização em áreas de alto valor acrescentado; incentivar e apoiar a reindustrialização do tecido local e novos projetos, via UBI e incubadora de empresas do Parkurbis e do novo Centro de Inovação Empresarial; estimular a captação e fixação de técnicos qualificados e artistas e produtores culturais; valorizar os nossos têxteis e confeções, criando condições para promoção e divulgação, dando realce particular à modernidade” são ideias do PS para desenvolver até 2021.

Fazer aumentar a população, revitalizar o comércio tradicional e o centro histórico da Covilhã são outras metas. “Pretendo no próximo mandato lançar um programa de apoio em 50% do valor da obra, até um limite de 1500 euros por habitação, para intervenção em recuperação de fachadas de casas com a traça e construção típica, com isenção de taxas e licenças. Também haverá apoios aos comerciantes e concessão de estacionamento gratuito a quem fizer compras no centro da cidade.”

A mobilidade é outra preocupação e Vítor Pereira anuncia a requalificação de cerca de 50 quilómetros de passeios na área urbana e de vários caminhos e estradas do concelho, dizendo também que vai “insistir na validação do conceito de bikesharing com bicicletas elétricas e da Rede de Ciclovias da Covilhã, porque é uma oportunidade de colocar a Covilhã na vanguarda das soluções de mobilidade das novas cidades, em especial, das cidades de montanha”.

O atual edil adiantou ainda outros projetos que tem em mente, como a Rede Municipal de Percursos Pedestres e Cicláveis (projeto de 100 km com financiamento garantido); aproveitar o rio Zêzere como recurso para eventos ligados ao desporto e à pesca e, em conjugação com as freguesias, investir na limpeza de margens e na abertura de caminhos que permitam às populações voltarem a usar o rio como local para passeios, observação da natureza e de convívio e ao mesmo tempo facilitarem o acesso aos bombeiros em casos de incêndio; aproveitar espaços vazios nas aldeias (como escolas antigas) e torná-los locais de estudo, de trabalho e de alojamento para cientistas, escritores ou outros artistas, constituindo assim a Rede de Aldeias de Inovação; a construção do Centro de Inovação Social da Covilhã, que ficará nas instalações do antigo liceu; a criação de uma Bolsa de Habitação Social Jovem; fazer obras de modernização no Teatro Municipal; e lançar o Centro de Inovação Empresarial.