InícioPolíticaMarco Baptista quer a Covilhã “a recuperar a centralidade”

Marco Baptista quer a Covilhã “a recuperar a centralidade”

A coligação do Partido Social Democrata (PSD) com o Partido Popular Monárquico (PPM) apresentou oficialmente, este sábado, a candidatura às eleições autárquicas de outubro na Covilhã, numa cerimónia que decorreu no Jardim em ambiente de festa com centenas de pessoas e com a presença dos principais rostos da equipa, em especial o cabeça de lista Marco Baptista.

Gonçalo da Câmara Pereira representou o PPM e justificou a junção ao PSD porque considera que se trata de” uma candidatura vencedora”.

Manuel Frexes, o líder da distrital social-democrata em Castelo Branco, garantiu que Marco Baptista não só vai reconquistar a Câmara para o PSD, como também “vai fazer novamente da Covilhã o maior pólo de desenvolvimento da região”.

Marco Baptista foi o último a falar, num discurso com apontamentos históricos e de projeção do futuro. “Eu quero uma Covilhã no século XXI, colaborativa com as suas instituições, com as suas associações, lado a lado com as 21 juntas de freguesia, com a sua Universidade da Beira Interior, cooperando com as mais de 230 associações espalhadas pelo concelho.”

O candidato quer cortar com a política do passado. “Se estas eleições autárquicas se concentrarem na discussão dos últimos vinte anos, temos dois dos protagonistas. Eles dividiram o poder municipal. Se querem falar do passado e discutir os respetivos erros, estão identificados os culpados. Não contem comigo para discutir os erros do passado.”

Marco Baptista sublinha que foi na Covilhã que cresceu, que se formou, que construiu uma família, custando-lhe muito ver “nos últimos anos a falta de crescimento económico, a incapacidade de atrair investimentos, o desemprego local galopante e a perda de capacidade institucional”. Ao invés quer “sentir a Covilhã reivindicativa, inconformada, determinada em recuperar a sua centralidade”.

O PSD sublinha cinco vetores fundamentais. O primeiro é a transparência, querendo “colocar a Covilhã no top 10 dos concelhos mais transparentes no Índice de Transparência Municipal” e prometendo executar pelo menos 75 por cento de cada um dos orçamentos anuais.

O segundo vetor está relacionado com a Rede Viária Municipal. “É essencial encontrar soluções para a falta de manutenção permanente em que as nossas estradas se encontram.”

Em terceiro, a ação social e a educação.  “Teremos de estabelecer como prioridade a erradicação de casos de fome e de pessoas sem habitação(…) Temos de ser o concelho da igualdade de oportunidades no acesso ao emprego, de género e de acesso às condições básicas de saúde e educação. Seremos inovadores na educação.”

Na cultura, “criaremos o primeiro repositório de tradições da Covilhã, juntando a história de todas as nossas freguesias, com a recolha dos arquivos sonoros contados pelos nossos avós.”

“No vetor do investimento, emprego e turismo, temos de priorizar a aumento das exportações dos nossos produtos endógenos, não só aqueles que a nossa Cova da Beira nos dá, mas os produtos transformados, criando uma marca identificadora do nosso concelho”, explicou Marco Baptista, concluindo que a “Covilhã tem de voltar a crescer, em riqueza, em cultura, em qualidade de vida, num desenvolvimento harmonioso e numa dinâmica semelhante à que fez da nossa cidade um importante pólo económico no passado”.